Meninas mais velhas

Escritor frustrado pede opinião

2020.10.16 21:12 Scalira Escritor frustrado pede opinião

Alguém poderia ler e me dar um feedback?
CITTÀ — di — C A R T A
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prologue
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Era eu, então, um garoto e já era ela uma mulher num corpo de menina.
Creio eu que as garotas amadureçam mais cedo: despertam para o amor e para os caprichos da sensualidade enquanto somos ainda só meninos apavorados, acossados às saias das mães e desejosos de videogames e jogos de bola. Seus olhos afloram antes para a ternura das paixões e seus lábios florescem antes a receber os beijos de um amante, enquanto os nossos são turvos, velados pelos constrangedores beijos lamechas das tias. Selina era uma mulher; eu, um menino. E era ela o meu fascínio.
Sentávamos na mesma fila, na mesma sala. Eu atrás dela. Via, dia após dia, aquele seu cabelo louro que era tal qual aço escovado. A curvatura perfeita de sua nuca; a pele de um bronze-praia que se perdia na gola da camisa para esconder sabe deus quais mistérios, sabe deus quais prazeres. Havia ali, entre o pescoço e a orelha, uma marca de nascença que era a marca de um pirata; o sinal de um tesouro enterrado que eu desvendaria se pudesse estirar os dedos e tocá-la, deslizar a ponta dos dedos pela arredia penugem dourada de sua orelha. Haveria um arrepio, então. Haveria eletricidade no ar, como o assobio da tempestade no vento. Ela voltaria os olhos para trás e eu veria o assombro de surpresa naqueles olhos verde-mar com os quais eu sonhava sem saber por quê. E o que eu faria, então?
Meus desvarios mais inventivos envolviam segurar-lhe a mão, eu acho. Examinar-lhe os dedos. Andar com ela pelos corredores, de mãos dadas. Sentar-me com ela no recreio.
Mas era eu um garoto e era ela uma menina. Uma menina crescida. Seus olhos eram velhos quando os meus eram novos. Ela vira o mundo. Havia visto as estrelas e já eram elas puras banalidades para as quais os meus olhos ainda não haviam ascendido. Eu ainda deslumbrava-me com a beleza do mundo, das coisas vivas, da simplicidade; ela trazia um cansaço naqueles ombros escondidos que eu jamais conheceria.
Mas eu a amava. Sei que amava. O amor puro de uma criança por outra criança. O amor puro de um menino que sonha em segurar a mão de uma menina e olhar fundo em seus olhos e dizer que a ama. Sonhava, talvez, com a esperança — oh, a mais irreverente loucura! — de que ela me beijasse a bochecha. Haveria, então, combustão. Seria eu fogo, seria ela paixão.
Eu a amava, mas Selina não amava ninguém.
Não fomos amigos naqueles dias de infância.

Fui-me embora naquele ano com meus pais a tentar a sorte na grande São Paulo, quando pensávamos haver por lá melhores oportunidades do que na pequena Buri. Meu pai, trabalhador do campo, sobreviveu a duras penas na selva de pedra e, quando o dinheiro encurtou e as contas do mês apertaram, fizemos o caminho de volta para o interior e para os roçados arrendados nas grandes plantações. Os grandes laranjais iam até perder de vista naquela terra escura queimada a café e, quando voltamos àquele rincão, houve uma choça para nós, a que chamamos de lar, e nos juntamos aos trabalhadores pobres a lavrar a terra e colher as frutas rotundas, rebentando de doces, trazidas a baixo por nossas mãos calosas e feridas.
À nossa chegada o sítio era um pedaço de terreno pantanoso, no qual o barro formava poças lodosas onde corriam cães e trotavam mulas e o pouco de verde que havia de grama penava a vingar sob o pisoteio dos animais. Pela manhã, duas vacas careciam de ordenha. Os porcos chafurdavam irrequietos no chiqueiro e um velho galo, cujas esporas saltavam para fora dos pés tais quais duas baionetas, esgoelava-se ao nascer do sol e ao findar do dia. Era seu canto agudo bramido do topo dos telhados que marcava o passo do dia de trabalho. O sol inda nem nascera e estávamos, então, em pé: era eu moço feito no estirão da idade quando voltara à vida do roçado em Buri.
Eram corridos dez anos desde que vira Selina.
Ela era um casual sonho que visitava-me tal qual o lampejo de uma luz que faiscasse na mais completa escuridão. Lembrava-me, então, da garotinha do cabelo dourado; o anjo de bronze que caminhava entre nós e cujos olhos distantes falavam do mar e de traiçoeiras águas. Ela, que jamais fora minha amiga. Ela, que jamais voltara o rosto para trás. Não havíamos trocado palavras naqueles longínquos dias de escola e, inda assim, eu a amara. Uma criança, verdade, mas puro era o amor que eu havia lhe entregado. Nem antes, nem depois pude experimentar a mesma pureza de sentimento que havia sentido por aquela luzinha que brilhava no escuro dos dias, nas primeiras horas da manhã; aquele sorridente solzinho de caninos acavalados a quem eu daria o mundo para que sorrisse para mim. Mas então, tantos anos depois, moço beirando a maioridade dos dias, sua lembrança era só um faiscar de nostalgia, um borrão lançado a uma página; uma figura fugidia que brincava entre meus dedos e que desaparecia toda vez que eu tentava olhá-la mais de perto.
Àquela feita eu já havia conhecido os mistérios que guardam as mulheres. Havia trocado beijos com as moças da cidade e deitara-me em seus braços desejosos de paixão. Havia perdido a crença em amores que duram para perder-me no vale dos prazeres que aqueles corpos delgados ofereciam sem muito compromisso. No fulgor da adolescência garotos são só garotos: há competição por quantas bocas beijamos, por quantas frases feitas nos conseguirão o calor do corpo de uma jovem guria. Assim, um rosto era só mais um rosto. Um beijo, só mais um beijo. Um corpo, só mais um corpo. E eu me perdia na imensidão das mentiras contadas, dos casos escondidos, das escapadas noturnas e o fastio daquelas perambulações só me fizeram descrer do que quer que eu tenha acreditado, um dia, que o amor pudesse ter sido. Via-me num interlúdio de paixão e prazer que era inócuo de sentido.
Mas de vez em quando eu pensava na luz.
Pensava naquela figura fugidia que já não me permitia vê-la, como fosse eu um garoto crescido que deixara de crer em fadas.
Já não me lembrava de como era a sensação de amá-la. Algo em mim doía por esse amor perdido, jamais realizado. Mas era essa a vida. Cremos eternas certas coisas — a dor, o medo, o amor —, mas tudo passa. Ficam-se as lembranças, mas mesmo estas são incertas; cremo-nos muito certos de que as coisas foram tais quais foram, mas, assim, por que não podia mais lembrar-me do exato verde-mar dos olhos dela? Não lembrava-me mais se a marca — a marca do tesouro, a marca dos mistérios — ficava à esquerda ou à direita e quanto mais tentava vê-la com clareza, mais sua imagem desfazia-se no luscofusco da névoa; ora surgindo, ora desaparecendo. Sabia que havia amado, mas não sabia mais que queria dizer isso, tal como sabia que um dia tivera, eu, oito anos, mas já não podia reproduzir a velha alegria da infância ao bel-sabor da adolescência.

Não a reconheci quando a vi outra vez. E quando a reconheci, não houve, tal qual nos livros, o reavivar do amor esquecido.
Ela era outra, e eu também. Não tínhamos mais oito anos e jamais teríamos outra vez. O passado era melhor intocado, diriam. Uma memória perfeita, cristalizada no tempo; um reino próprio em que não se pode mexer nem alterar. E mesmo lá, talvez, eu não a houvesse compreendido; mesmo lá, talvez, eu não a houvesse amado — a Selina-menina, a Selina-verdade —, mas amara um sonho. O sonho que tinha dela, o sonho de tocar-lhe as mãos e de sentar-me com ela no recreio. O sonho do seu sorriso amado. Mas havia fechado os olhos para os dela; aqueles verdes-mares antigos, antigos como a terra, aos quais nunca me dei o luxo de entender. Não sabia disso, então, mas agora, já velho, ao escrever estas memórias, vejo que a Selina amada só existira, então, em minha mente, onde ela era toda a certeza de uma vida de sonho e felicidade. Não pude entendê-la, então. Duvido que possa entendê-la agora. Viemos a nos conhecer, como ficará claro adiante, mas Selina era então, como o é agora, um mistério para mim.
Estávamos matriculados no mesmo liceu e, quando as aulas retornaram, esbarramo-nos pelos corredores. Não estávamos na mesma classe - havia eu reprovado um ano do ginásio a procurar emprego em São Paulo e, uma vez arranjado, trabalhara no carregamento de caminhões por todo o dia. Não era boa a paga que roubava-me de meus estudos, mas eram aqueles dias difíceis e qualquer vintém a mais pesava na comida da mesa. Estava no penúltimo ano do colegial e ela já findaria os estudos naquele ano em que a reencontrei.
Selina estava mudada. Não era algo em seu porte ou seu semblante, pois ainda havia muito da menina da carteira em frente naquela moça que nascera ali, e, embora houvesse crescido um palmo e ganho a sinuosidade em que se perdem os olhos masculinos, pouco mais mudara. O que não me permitiu reconhecê-la, porém, não foram suas ancas ou seios, nem o crescer de seu palmo e meio, mas a ausência da luz que antes alumiara as infindáveis manhãs de nosso antigo colégio.
Era tal qual um vagalume moribundo e, naqueles seus olhos fundos, podia ler eu estórias de privações e de castigos que a haviam esmorecido e, vez a vez, acossaram o brilho de estrela da menina amada até não ser mais que o último suspiro de uma vela que morresse na noite mais escura.
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2020.10.16 02:52 Lucas2305510 Eu nunca consigo conquistar ninguém

Eu tenho 18 anos e convivo com o incômodo e estranho tabu de nunca ter conquistado nenhuma pessoa na minha vida. Eu só consigo ficar (levando 500 foras) com meninas em situações extremamente pontuais, como festas/baladas/blocos de carnaval, pq é algo mais direto e que não demanda o estressante esforço da conquista. Eu digo que é estressante pq no meu cotidiano eu sou um completo fracasso.
Não consigo realizar uma abordagem presencial simples, e no Whatsapp nem se fala, tento ser o mais natural, ouvinte e compreensivo possível, não sou um cara grudento/gado e mesmo assim minhas conversas seguem o mesmo roteiro fracassado: a garota começa super simpática, eu ouço ela e ela se mostra disposta a me ouvir, o papo rende muito bem no começo, mas depois que a conversa vai progredindo, a garota do nada começa a parecer uma moribunda me respondendo de forma extremamente vaga e longe de ser a pessoa comunicativa que era no começo da conversa. Eu simplesmente não consigo construir nenhum vínculo de confiança, tanto que eu só consegui dar em cima de alguém no Whatsapp pela primeira vez em toda a minha vida na SEMANA PASSADA.
Por muitos anos eu achei que a culpa era das garotas serem falsas ou metidas, mas eu refleti e concluí que a repetição consecutiva desse roteiro não pode ser uma simples coincidência ou culpa de todas as meninas. Certamente é alguma deficiência grave que eu tenho na minha lábia ou forma de persuasão. Isso é tão recorrente na minha vida, que eu vou conversar com qualquer garota já tendo certeza que esse tipo de fracasso vai acontecer, resta saber como eu posso fazer para adiá-lo pelo máximo de tempo possível. Por isso que eu tenho pavor só de pensar em chamar uma menina pelo Whatsapp, já que é algo extremamente estressante e desgastante pra mim.
Muitas pessoas (amigos da minha idade e pessoas mais velhas) vivem falando que eu sou um menino "bonito, super gente boa, engraçado, centrado e educado", inclusive elas já viram muitas das minhas conversas fracassadas e sempre disseram que eu tava no caminho certo, mas isso parece não fazer muita diferença durante o esforço da conquista, pois é muito estranho que só essas pessoas enxerguem essas qualidades, por isso não dou muito crédito. Hoje mesmo eu sofri mais um fracasso e meu desespero é tão grande que eu tô pensando seriamente em procurar até mesmo alguma ajuda espiritual em relação a isso, porque não é normal isso acontecer com tanta recorrência na minha vida, é como um time de futebol que simplesmente não consegue vencer num campeonato.
Enfim, desculpem o desabafo extenso, mas como eu disse, o desespero é tão grande e a minha situação é tão surreal que eu tive que colocar isso pra fora diante de um outro grupo de pessoas. Será que eu tenho salvação?
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2020.10.14 12:19 DonaBruxa_Deyse Sobrenatural-Verídico

Preciso dividir isso com vocês! Relato de uma consulente que me procurou desesperada por ajuda espiritual. E irmãos de fé, me ajudem porque nunca lidei com isso não!
Eu ouvi todo o relato. Quanto mais ela contava, mais certeza eu tinha de que se tratava de SETEALEM!
Ela relatou que em maio, devido a pandemia e quarentena, sua família resolveu que seria melhor todos ficarem juntos no sítio dos pais dela, em Sorocaba. Disse que desde o momento que fazia a mala deles, uma sensação de que algo daria errado, pesava. Foi na gaveta do seu filho, que encontrou uma camiseta e um shorts que nunca, jamais vira antes. As roupas estavam sujas, eram velhas, encardidas e cheiravam mal. Nunca teve diarista em casa. Como poderiam aquelas roupas estarem ali? Perguntou pro pessoal e ninguém prestou atenção. Ninguém nunca presta. Naquele dia não estava a fim de começar a gritar tão cedo. Mas estavam todos estressados com os preparativos e ela sozinha pra fazer tudo, deixou pra lá! Enfiou as roupas numa sacola de mercado e deixou no chão, do lado da máquina de lavar na área de serviço. Ela, marido, a filha de 18 anos e seu filho de 5, saíram de São Paulo e seguiram pro interior. Durante a viagem, pra chegar no sítio, passam por uma estrada de terra. Seu filho de 5 anos disse algo que naquele momento não fez sentido algum: - Nem acredito, mãe, que estamos perto da casa do meu melhor amigo que ainda vou conhecer! Eles não deram atenção alguma pro menino. Minutos depois, ouviram um barulho como se tivessem passado por cima de algo na estrada e um dos pneus explodiu. O marido dela controlou o volante e estacionaram. Ele desceu e confirmou que o pneu tinha estourado. Ela pegou o celular pra avisar seus pais sobre o acontecido e que por isso atrasariam. Notou que não tinha sinal de rede em nenhum dos celulares. Não tinha no dela, não tinha no do marido, nem no da filha! Marido trocava o pneu e xingava porque ele nem queria ficar com a família dela! Nisso ela se virou pra trás porque percebeu que o menino estava acenando pro nada todo feliz! Sua filha começou a implicar com o irmão e disse: - Olha mãe, moleque doido! Começou já com as graças. Nisso o menino responde: - É o meu amigo! O amigo que vou conhecer. Olha mãe! Olhaaaa lá! Ela estava cansada, com fome, vontade de fazer xixi, sede e aquilo deixou ela mais puta ainda e nem se deu ao trabalho de responder os filhos. Pneu trocado, seguiram viagem na força do ódio. Uns quilômetros a frente, passaram por um posto de conveniência. Nunca vira esse posto antes. Não era a primeira vez que fazia aquele caminho. O sítio era da família desde que os avós dela casaram. Sua mãe nasceu ali. Ela foi criada ali e fez aquele caminho milhares de vezes desde bebê! Era um posto velho. Tão depredado que parecia estar desativado. Desativado se não fossem uns carros antigos também caindo aos pedaços estacionados em frente. Quem coleciona carro caindo aos pedaços?!?!? Comentou com o marido: - Meu amor, e esse posto que nunca vi na vida! Você viu?! O marido já exausto, responde: - Não prestei atenção! Mas se não viu antes é porque você é cega. Nem olha com essa cara porque você responde pra mim desse jeitinho sempre! Ela respirou fundo pra não começar uma briga ali... faltava tão pouco...perguntaria pro pai dela quando chegasse lá! E foi a primeira coisa que perguntou pro pai depois de abraçá-lo. O pai dela achou engraçado e respondeu que depois di galpão da firma tinha mais nada até chegar no sítio não. Tinha sim! Tinha porque ela viu! Mas também resolveu deixar pra lá esse assunto. A primeira semana foi uma maravilha! No final de semana seguinte, a irmã dela chegou com a família. A avó cozinha umas delícias. Os homens faziam churrasco e tomavam cerveja à vontade. O marido que não queria vir era o que mais aproveitada! A criançada brincava, pulava na piscina, corria livre, dormia e acordava tarde. Mas ela notava o filho dela meio aéreo, mais calado e não estava interagindo com os primos. Algumas vezes teve a impressão de ouvi-lo conversando/ cochichando com alguém mas quando se aproximava, ele se calava. Num sábado, resolveram fazer lasanha, mas faltava queijo, presunto, carne moída pro molho e extrato de tomate. Alguém teria que ir no mercado e pela primeira vez na vida, a filha dela se dispôs a buscar. A menina era habilitada há meses, dirigia por São Paulo, ia e voltava pra faculdade sozinha com o carro da minha cliente. E que perigo teria naquela estrada de terra, pouco ou nenhum movimento e ela iria até o supermercado mais próximo. O filho dela e os sobrinhos quiseram ir também e providenciaram suas máscaras e correram pro carro. Entregou uma nota de 100 reais pra sua filha fazer as compras. Ela me contou chorando que sua consciência pesa por ter pensado e falado pra irmã: - Graças a Deus, pelo menos por uma hora, teremos paz sem essas crianças gritando e correndo! A gente merece um pouco de silêncio sem filho gritando por mãe. A irmã dela riu e concordou.
Segundo ela, olhou no relógio na parede da cozinha, e faltava uns minutos pro meio dia.
O desespero estava pra começar!
Tinha passado uma hora desde a ida e nada dos sobrinhos e dos filhos voltarem. Resolveu ligar pro celular da filha e caia direto na caixa postal! Ligou dezenas de outras vezes e nada. Gritou o marido que estava na churrasqueira. Ele, o cunhado e o pai dela estavam bebendo desde às 8 da manhã. Quando ela relatou sua preocupação, eles não levaram a sério. Segundo os homens, as crianças logo estariam de volta...e foram beber mais. O coração dela apertou e lembrou do posto que vira na estrada, do filho acenando pro nada... não fazia sentindo, mas só pensava nisso. Tentou ligar mais vezes e como nada de atenderem, ela e a irmã pegaram outro carro e foram atrás dos filhos. De longe viram o carro que a filha dirigia encostado na estrada. Ela sentiu alívio por alguns segundos porque quando se aproximaram, o carro estava vazio. A irmã dela até aquele minuto parecia estar muito preocupada não. Porém, desceu do carro chorando. O carro estava parado sentido cidade ou seja, eles nem chegaram ao supermercado. Não tinha sinal deles! Sumiram! O celular não tinha rede, sem serviço e não tinha como pedir socorro ou ligar pra família. As pernas dela tremeram e caiu ajoelhada na terra rezando, pedindo a Deus por ajuda. Nessa hora, ela só lembrava que tinha sido ali que vira o posto de conveniência. Meio ao choro e grito contou pra irmã que vira o tal posto no caminho pro sítio. A irmã dela sem entender já gritou que nunca teve posto ali merda nenhuma. Minha cliente resolveu que iria encontrar o posto porque tinha merda de posto sim! O carro era da irmã dela que respondeu no gritou que não sairia de perto do carro, caso os filhos voltassem. Alguém tinha que avisar a família que estacavam em casa sem saber de nada! Entre gritos e mais choro, resolveram que a irmã voltaria pra avisar os outros e do sítio, ligaria pra polícia. Minha cliente esperaria no carro. Lógico que não conseguiu esperar e decidiu que procuraria por eles. Saiu com o carro que a filha dirigia. Dirigiu até o galpão da firma que tinha na estrada! Nada do posto. Fez o retorno, foi até o lugar que encontraram o carro abandonado e nada. Ela me contou soluçando que não era possível aquilo estar acontecendo. Desespero tinha atingido nível máximo! A irmã não voltava e a hora estava passando... e se ficasse noite?!?!? O que teria acontecido? Assalto? Sequestro? Nesse desespero fez o trecho até a firma, ida e volta, umas 5 vezes até cruzar com o carro da irmã. Vieram o marido, seu pai, cunhado e irmã. A avó ficou em casa, caso a polícia ou as crianças ligassem. Os homens bebados, ela e irmã histéricas! Ninguém se entendia. Depois de muita discussão quando tinham chegado à conclusão que o melhor era ir até a delegacia fazer um boletim, chega uma viatura com dois policiais. Ela tomou a frente e contou o ocorrido. Falou sobre ter visto por ali um posto de conveniência. Nessa hora os dois policiais se entreolharam. O marido dela emendou que ela era doida e que outra vez estava falando desse maldito posto. Um dos policiais, muito calmo contou que apesar de não existir nenhum posto naquele trecho, não era a primeira pessoa a relatar ter visto um. Sem contar muitos detalhes, falou que também não era a primeira, nem segunda vez que pessoas se perdiam e desapareciam naquela estrada! Os polícias pediram para que todos seguissem até a delegacia. Minha cliente e o marido, foram no carro encontrado na estrada e os outros, no carro da irmã. Na delegacia, um boletim de ocorrência foi feito. Mas todos os policiais ao ouvirem o relato, se entreolhavam de modo muito estranho. Só minha cliente notou. A polícia deveria esperar 24 horas após o desaparecimento pra iniciar as buscas! Um daqueles dois policiais que atenderam a ocorrência na estrada, disse baixinho pra minha cliente ficar calma que as crianças apareceriam. Porque todos tinham voltado de lá! Ainda na delegacia, ligavam de minuto a minuto pro sítio com esperança de receber boas notícias. Saíram da delegacia, por volta das 23 horas, ligaram mais uma vez pro sítio no caminho de volta. Nada! Ela e o marido não trocaram uma palavra...ambos choravam! Porém, ao estacionar o carro, ouviram as vozes das crianças e da avó. Ela sentiu um alívio e entrou na casa, agradecendo a Deus. Quando correu pra abraçar os filhos, paralisou. Impossível! Era impossível seu filho estar vestindo o shorts e a camiseta que ela tinha tirado da gaveta e deixado dentro de uma sacola deixada no chão da lavanderia, na sua casa em São Paulo! NÃO ERA POSSÍVEL!
Relato das crianças e da filha:
A filha contou que enquanto dirigia pro supermercado, viu o posto de conveniência, seu irmão, o filho da minha cliente de 5 anos, ao ver o tal lugar pediu pra parar ali! Ele pediu tanto, apelou usando “ por favorzinho” que convenceu a irmã a parar pra comprar tudo ali mesmo. O estacionamento da tal conveniência estava lotado de carros antigos. Seria melhor deixar o carro na estrada. Pensou que fosse um desses encontros de colecionadores de carros antigos. Nunca tinha visto nenhum daqueles modelos antes! A menina ainda relatou ter pensado em como alguém compraria ou colecionaria “uns trem” tão mal cuidado, caindo aos pedaços?!?!?!?!? Mas que só poderia ser coisa de”véi” mesmo. Entraram todos no estabelecimento e “bizarro” foi o termo usado ( pela filha dela) pra descrever o local e as pessoas! -Era um povo feio, tudo com pele amarela de doente, dentes podres, os homens e as sobrancelhas grossas e unidas... inclusive a de todas as mulheres! Até as crianças eram horrorosas... Crianças tinha fisionomia de velhas e sofridas! O lugar fedia! Fedia podre! Uma barulheira, todo mundo berrando, tocava uma música que ela não conseguia explicar. Era um ruído que estava grudado na cabeça dela. A música era um xiado fino, alto que dava a impressão de estar tocando dentro do corpo dela. A música machucava o seu pensamento. Era uma penumbra... uma luz que não iluminava e era difícil enxergar as coisas... ela tinha que forçar os olhos, piscar algumas vezes até distinguir os objetos ao redor. Objetos que nunca vira! Não dava pra imaginar a utilidade deles! Eram muitos corredores e prateleiras cheias de comida e coisas sem sentido! Enquanto se concentrava pra lembrar tudo que precisava comprar pra lasanha, a música dentro dela apagava as palavras. Ela fechou os olhos e forçou a memória... Talvez a força do seu pensar fez a música parar. Fez as pessoas pararam de gritar! Sentiu as maozinhas dos seus primos agarrarem sua mão e sua roupa. Ela sabia que estava chorando. Disse: - Mãeeeeee, fiquei com medo de abrir os olhos porque eu senti o peso daquele povo bizarro encarando a gente. Só abri porque ouvi um deles( referindo a um dos primos) dizer meu nome! Quando abri os olhos, meu irmão tinha desaparecido. Ele tinha sumidoooooo!!! Mãeeeeee, ele sumiu e não foi culpa minha... foi um segundo! As luzes começaram a piscar. Era uma luz sem cor, parecia que estávamos dentro de uma das fotografias daqueles binóculos da vovó! E as pessoas apontavam o dedo na nossa direção, gritando...eles gritavam sem mexer a boca: INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI! Eu olhei pra uma senhora que estava bem próxima de nós e pedi ajuda. Contei que precisava comprar o que a mae nos pedira ... perguntei se ela tinha visto pra onde fora meu irmão. Mostrei o dinheiro! Ela riu!Quando ela abriu a boca sem nenhum dente, senti um bafo tão podre que o vômito quase saiu! Os primos estavam chorando, tremendo agarrados em mim! Comecei a chamar ele ( irmão/filho 5 anos)... e os bizarros, outra vez começaram : INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI!
Eu não conseguia me mexer. Não dava pra andar!
E a música entrou em mim outra vez, mais alta e barulhenta! Minha cabeça doía e achei que desmaiaria. Nunca desmaiei... nas sabia que estava pra cair dura no chão! De repente, mas um de repente que pareceu horas, meu irmão aparece de mãos dadas com um bizarro tamanho criança. Ele veio dizendo que era o amigo que ele disse que conheceria aquele dia no carro no futuro. O bizarro chegou perto da gente dizendo que também me conhecia! Que já tinha falado que ( o filho de 5 anos) deveria fazer comigo o que (ele, bizarro!) tinha feito com a irmã dele! Eu puxei ele( apontou pro irmão) pra perto da gente! Mãe, ele não queria vir com a gente! Disse que ficaria com o amigo lá. Aí eu fiquei louca, fui arrastando todo mundo pra fora! O bizarro amigo dele, disse pra eu não falar alto porque “O ALGUEM”poderia acordar e pegar a gente pra ele! Eu mirei o rumo da porta, comecei a correr, as crianças também e o bizarro atrás da gente. Tinha escurecido. Era noite! Tinha neblina, um frio que esfriou meus ossos. Daí a gente correu muito! A gente corria e não chegava nunca até a estrada! Mas quando conseguimos, eu olhei, eu pisquei pra ver melhor e o carro tinha sumido. Sumidooooooo! O carro não estava mais lá! Sentamos no meio fio, meu irmão chorando porque queria voltar pra ficar com o amigo, os primos pedindo pela tia! Eles tremiam e batiam os dentes de frio! Entrei em pânico,porque como eu explicaria que perdi o carro, não comprei as coisas! Foi aí, que vi você mamãe, passar na nossa frente dirigindo nosso carro. Gritamos, corremos atrás de você, acenamos e você não olhou! Você não ouviu a gente gritar! Maeeeeee, você foi e voltou, foi e voltou, foi e voltou! Depois passou a tia em outro carro com o pai,o vovô e o tio! Mãe e tia, vocês nos ignoraram na beira da estrada. E aquela peste do moleque bizarro, de longe morrendo de rir da gente e gritando BEM FEITOOOOO! Como se não bastasse tudo isso, começou a ventar forte e a tempestade começou a cair. Ficou mais frio e a gente não conseguia respirar de tanta água que caia. A solução foi vir a pé, estrada escura, com chuva...Andamos até aqui!
OS SOBRINHOS:
-A gente ficou com muito medo! - Eu fiquei com tanto, tanto medo que fiz xixi na calça. -Eram monstros! - Eles queriam comer a gente! -Você não viu?!?!? Eles iriam picar a gente pra vender como carne moída! -Sera?!? E choraram muito. Ainda não conseguem dormir sozinhos em seus quartos. A luz tem que ficar acesa! Quando dormem, têm pesadelos e acordam aos berros!
O FILHO DE 5 ANOS:
-Mãe, foi legal. Sabia que meu amigo morava ali? Eu disse! Ele me visitava as vezes nos sonhos. Mesmo quando eu sonhava acordado e de dia! Hoje, a gente brincou de esconde-esconde e pega-pega!Fui na casa dele e comi comida lá! Sujei minha roupa de sangue e a mãe dele me emprestou essa. Essa roupa é do meu amiguinho! Ela falou que vai lavar a minha e depois trazer aqui pra você! Me convidaram pra ir lá outras vezes, passar as férias. Falei que pediria pra mamãe e pro meu papai! Foi super legal e meu amigo disse que já tinha me visto lá no futuro muitas vezes e que morarei com eles pra sempre! Pra sempre é muito tempo? Posso, mamãe? Deixa, por favorzinho?Por favorzinho? Eu convidei ele pra vir aqui amanhã brincar comigo, tá? Se você falar com a mãe dele, ela poderia deixar ele dormir aqui, né?!?!? Deixa, por favorzinho... diz que sim, mamãe!
Voltaram TODOS PRAS SUAS CASAS EM SÃO PAULO no dia seguinte, assim que o dia clareou. Os pais dela colocaram o sítio à venda e moram com ela, por enquanto. Minha cliente acredita que existe um lugar além. Ela tem certeza absoluta e provas disso! Está apavorada. Seu filho fala, brinca, canta, dá gargalhadas e afirma que o amigo está ao lado dele! Assim que entrou na sua casa em SP, correu até a lavanderia. Ela encontrou as roupas que seu filho usava no dia do sumiço. Estavam dentro da sacola, ao lado da máquina de lavar!
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2020.10.14 02:49 Krahmukoslovisk Porque não sou feliz?? *aviso de texto enorme*

Sempre que começo a estabilizar ou estagnar sempre me surge um sentimento cruel, de que eu estou preso a algo ruim, que ficarei pra trás. Tenho um desejo incontrolado de sair e começar tudo do zero. Porém quando estou em um lugar novo sinto falta do conforto e do carinho, me fazendo querer desistir. Hoje estou fazendo mestrado, trabalhando em uma ótima clinica e mesmo assim sinto um vazio no peito, uma dor e uma angustia, seriam esses os sintomas tardios do termino? Da realização de um “fim”. Pois é, em 2017 voltando do meu intercambio dos estados unidos eu tive um relacionamento rápido coisa de 3 meses, terminei e pra mim foi tudo bem, não havia história e não havia amor verdadeiro. Alguns meses depois me veio a ruiva mais linda que eu já vi (apesar de não ser ruiva natural caia muito bem nela, e nem se podia notar), eu me apaixonei na hora, mas pensei “não sou cara pra namorar, não consigo me conectar’. Eu não podia estar mais enganado. Os primeiros meses foram difíceis, ela havia terminado um relacionamento que não tinha superado, não queria se envolver, muito menos eu, afinal estava na faculdade e queria curtir tudo na mais absoluta esbornia. Porém o cheiro, o carinho e aquele sorriso me quebrou de uma forma tão intensa que eu não quis acreditar, foram períodos de muita felicidade até o momento que tudo virou de cabeça pra baixo, terminamos pois estávamos muito estranhos e eu não entendi muito bem mas não tive objeção, só que algo não estava certo pra mim eu não conseguia esquecer ela.
Fui atrás e descobri da boca dela uma traição, e que ela estava sendo coagida, foi agredida e teve que sair de onde morava por causa do sujeito. Foi o momento 1 da minha mudança, pois sempre fui um cara que abominou traição e quando a pessoa trai uma vez vai trair de novo, só que eu não consegui, não consegui olha pra ela e dizer que não queria olhar pra ela nunca mais, porque eu queria ela do meu lado, então, foi quando eu deixei ela morar comigo, dividir a casa com quem me traiu e quebrou minha confiança, chorava toda noite, porém não conseguia mandar ela embora não estava certo pra mim, e que apesar do que ela fez pra mim, o que fizeram com ela foi pior, voltaram as amigas dela contra ela, as próprias meninas de republica não ajudaram ela nem mesmo na parte da agressão. Eu resolvi dar mais uma chance pra ela e ó Deus daria mais umas 20, porque depois disso não tive o que reclamar, sempre atenciosa, se preocupava comigo, fez questão de conquistar minha confiança pouco a pouco até eu pensar em casar com ela, porém veio o ponto da virada numero 2.
Final da minha faculdade estava passando por problemas com os professores, a ponto de quase ter que ir no ministério publico para resolver um conflito, meu TCC estava um caco e eu estava a um pingo de ser reprovado no meu ultimo semestre, e isso é claro refletiu no relacionamento, brigávamos sempre pois estava apático a tudo, só conseguia comer e jogar, ela (com toda razão) se sentia abandonada, e eu não sabia se queria continuar namorando pois tudo na minha vida estava triste. Terminamos novamente, me consultei com um psiquiatra que me passou medicações e tirei um tempo para ficar em casa, tive crises de pânico, mas quando as medicações começaram a fazer efeito eu consegui fazer tudo, e ela, mesmo depois de ter terminado continuou ao meu lado, me ajudando e segurando minha onda diversas vezes, e no final eu percebi que estava em um momento horrível e pedi para voltar, voltamos. Então se inicia 2019 (teve um salto grande eu sei) quando sai da cidade onde fazíamos faculdade e fui para vila velha e ela ficou lá, novamente as coisas começaram a ficar estranhas, ela é a definição de paixão pra mim, intensa, sem medo, faz o que o coração manda e passar por cima de tudo para fazer o que acha certo, e eu não, sou acomodado e fico sempre a mercê do que os outros fazem ou deixam eu fazer, sou passivo nas atitudes. A distancia era grande, eu tinha uma rotina pesada e não tinha tempo de conversar por mensagem, estava muito dedicado ao meu estagio e ela precisava de mim, precisava conversar e precisava do namorado dela ali do lado dela, então brigávamos constantemente, então novamente outro termino. Só que dessa vez fui tão cego que não vi o que ela estava passando, os problemas que tive de final de faculdade ela também teve, e eu egoísta que sou, não soube ver isso, e quando me toquei do que havia feito, tentei de alguma forma ajudar, mas ela não me atendia, e quando a gente se falava ela só sabia chorar, e eu tapado que sou não sabia o que fazer e como agir.
Então começa o ponto de virada 3, terminei o meu estagio, voltei pra casa e arrumei um emprego em um consultório veterinário perto de casa(interior do ES divisa com o RJ), e ela voltou pra cidade dela Pedro canário (norte do ES, divisa com a Bahia) estávamos terminados porem anos antes compramos um congresso de veterinária juntos e ela disse que mesmo que terminássemos ela ia disponibilizar a casa (o pai dela mora em Curitiba) dela para eu ficar. Foi chegando a data de ir e eu não sabia se aquilo estava valendo ou não, então quando menos esperava, depois de semanas sem se falar ela pergunta quando que vou, eu que nem tinha preparado nada, entrei em choque e comecei a ver data de voo, e na minha cabeça pensava “vou conquistar essa mulher de novo”, e como já dizia Rubel “se for preciso eu pego um barco e eu remo por 6 como peixe pra te ver”, ela ama Rubel. E fui, eu nunca tinha sido recebido tão friamente, era simplesmente era apática a tudo que era relacionado a mim, eu pensei “não vai dar” e já fui baixando a expectativa mas não desisti, e então em um belo dia a noite em casa, a gente ficou entre choros de saudade e tristeza, amor e ódio. Mais uma vez resolvemos tentar, sempre claro corrigir os erros do passado, para não se repetir. Ela fez comigo um teste de perseverança pois estava devastada com o que fiz com ela (deixar ela sozinha no fim da faculdade segurando uma barra desgraçada) Eu arrumei um estagio para ela numa indústria de laticínios na minha cidade e ela foi pra lá. Eu percebia que ela era muito grossa e sempre discutia por coisas bestas, eu sabia que era pra me testar, segui firme. Próximo do estagio acabar, meus pais (que aliás achavam que estávamos separados, na verdade só fingiam) perguntavam quando ela ia embora, e eu não sabia como tocar nesse assunto porque eu também não queria que ela fosse, queria ficar com ela, mas então em janeiro de 2020 ela foi embora, para Curitiba na casa do pai dela. E pra minha sorte o que houve em 2020? Pandemia, comércios fechados, aeroportos fechados, caos no mundo, e a única forma da gente estar junto e por whatsapp, e quem é o insensível que não consegue ser atencioso a distância? Eu mesmo e assim levamos por alguns meses, planejando nos ver em pleno a pandemia, mas eu não tinha dinheiro, recebia muito mal (menos que um salário mínimo) e pra ir ver ela teria que pegar dinheiro com meus pais, que com certeza não me emprestariam, então era sempre uma decepção porque ela sempre vinha com promoções de voos e formas da gente se ver, e eu sempre realista quanto a nossa situação, foi então que em junho desse ano ela me ligou terminando tudo.
Aceitei, foi uma conversa ate que longa, ficou muito claro nossos motivos, mas o principal foi a distância (eu não consigo ser eu mesmo por mensagem, não sei o que acontece, no dia eu só vou fazendo as coisas e depois que me toco de ver celular mas as vezes já e tarde). No mesmo mês fiz minha inscrição no mestrado em Vila Velha aonde havia estagiado meses antes, acabei passando, não recebo bolsa, e estou tendo que trabalhar para pagar o mestrado e as contas (quase 2500 reais no mês) até ter uma bolsa, se houver ela. Mês de setembro fiz plantão todos os finais de semana e terças-feiras, de segunda a sexta estava na rotina do Hospital para aprender a fazer coisas novas em anestesia e a noite aula. Foi um mês desgraçado, mas foi um mês que não senti falta dela, ai nesse ultimo feriado, alguns amigos me chamaram para ir para a praia em Guarapari (cidade próxima) pra gente da uma curtida, então eu fui, e realmente me diverti muito, e no domingo eu acabei ficando com a amiga da namorada de um amigo meu (complicado mas acho que deu pra entender) e nesse momento, meus amigos, só me vinha uma coisa na cabeça, a Ruiva. Eu só dei uns beijos nela e nada demais aconteceu mas no outro dia eu fui embora, porque não estava me sentindo bem com a situação, cheguei em casa triste, com uma dor no peito enorme, e acabei mandando mensagem para ela, conversamos de boa, falamos como estavam as coisas e então vem o momento da virada 4, a Ruiva, conversando com umas pessoas arrumou um emprego numa cidade pequena aqui no espirito santo, e essa cidade meus amigos, é 70 km de onde eu moro, e agora eu não consigo trabalhar, comer, estudar e nem fazer nada, só penso em ir lá e chegar dizendo que vim remando por 6 meses e só pude chegar agora. Porém meu medo é eu ser a pessoa que nunca está feliz, que quando está bom quer mudar e quando muda sente falta do conforto. Inegavelmente eu a amo, e ela me ama também (foi dito isso na conversa) mas tanto ela quanto eu sabemos que amor nunca segurou e nunca vai segurar relacionamento, fico me perguntando, com a possibilidade de ir vê-la a cada 15 dias e trabalhando pra me sustentar, podendo fazer planos de vida, se daria certo. Antes vivíamos em momentos diferentes, mas agora estamos vivendo no mesmo momento, trabalhando e sendo adultos que moram fora de casa. Meu coração e meu corpo doem de medo de ignorar o que todas as fibras dizem que é ir ver ela esse final de semana, mas ao mesmo tempo morro de medo de estar sendo o maior egoísta desse mundo e me deixar levar por esse sentimento e acabar descobrindo que não consigo mudar e que não da mesmo para estarmos juntos. Nunca fui muito religioso, mas já rezei para Deus para ter sucesso, para ter dinheiro pra pagar minhas contas, agora peço que ignore tudo e me uma luz para onde seguir.
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2020.10.10 10:04 biel2907 Muitos problemas mentais

Boa madrugada, ou nem tão boa assim... Pra você que vai ler o que vou dizer, entenda que sua mente tem que ser muito aberta, principalmente a perdão, e o que você vê como ser humano ou não...
Enfim, indo do passado ao presente, meus pais nunca tiveram um relacionamento muito bom, desde que eu me entendo por gente, e estou falando disso porque é o que eu penso que pode ter provocado algo em mim do que vai vir a seguir... desde que eu me entendo por gente eles sempre brigaram, meu pai é muito mulherengo e minha mãe era bem menos "fogosa" que ele, e o casamento não deu muito certo, nunca vi meu pai bater nela, mas a pior briga que eu já vi foi ele ameaçando bater nela, mas isso nunca aconteceu, e eu não queria que eles terminassem de jeito nenhum até os meus 14/15 anos mais ou menos, pra mim era como se fosse o fim do mundo, depois eu entrei em uma escola técnica/ensino médio e vivia lá porque era muito tempo estudando e em uma cidade vizinha, conheci uma garota 2 anos mais velha que eu, foi a primeira pessoa que fiquei e assim que ficamos a primeira vez ela me pediu em namoro eu aceitei, não sei bem porque, mas foi indo, meu pai foi pra são paulo trabalhar porque tinha mais oportunidade (sou do rio de janeiro com minha mãe) e vinha as vezes 1 ou 2x por mês só visitar a gente, então o casamento foi só piorando... mas meu pai já tinha traido minha mãe antes e ela "perdoou" uma vez. Agora entra outro problema, eu não sei o porque, mas eu comecei a exercer um relacionamento tóxico/abusivo com essa garota que eu namorava, ela fazia tudo por mim me amava de verdade, e eu não conseguia confiar de jeito nenhum! E eu fui doente demais, fiz ela passar por coisas horriveis, a mãe dela controlava ela também, e eu também, e acabei brigando com a mãe dela (só discussão), enfim, mas a minha namorada foi a que mais sofreu, sério, são coisas terriveis, durou 4 anos nosso namoro, mas eu só ia piorando nas humilhações a ela,principalmente quando terminei a escola e fui pra faculdade em outra cidade, já fiz ela passar papel higienico no rosto, etc, inclusive já cheguei a agredir ela fisicamente (especificamente dei um tapa no rosto, não foi forte pra deixar marca nem nada disso, mas mesmo assim é TOTALMENTE errado, e eu nunca mais quero repetir algo do tipo), durante esse tempo meu pai engravidou outra mulher em SP minha mãe descobriu e eles finalmente terminaram (e eu agradeci por isso, não aguentava mais o relacionamento deles), uns meses depois a minha ex namorada finalmente se ligou com a ajuda das amigas dela e etc, e eu acabei terminando com ela por uma besteira minha e ela não voltou mais, e cortamos o contato dali, a partir daquele momento eu fui instantaneamente pro psiquiatra/psicólogo e comecei a frequentar bastante, eu passava mal durante meu relacionamento também por ansiedade de vomitar, ter caimbra no corpo todo, entortar ir pro hospital etc, isso já aconteceu varias vezes, eu acordava assim, em viagem de onibus sozinho, e era duro pras pessoas perto de mim ver aquilo, mas meus pais não gostavam de médicos de saúde mental, e só depois de tudo isso que eles resolveram que eu "deixar" eu ir. Eu ia bem na faculdade, porém nunca tive um sonho do meu curso em especifico, mas meu sonho era ter uma familia e só, nunca fui muuuito social, mas tinha uns amigos, até hoje tenho, depois que terminamos, eu não via motivo pra continuar na faculdade que pra mim era só pra dar um futuro pra minha familia que eu construiria, uma vez que fiquei sozinho perdi totalmente a vontade, tranquei voltei pra casa pra ficar com minha mãe, e ela também trabalha em algo bem simples e nunca teve vontade de melhorar na vida em questão de estuadr etc, e acho que acabei pegando esse jeito dela, mas é mais problema meu, n posso culpr os outros, hoje com 21 anos em plena quarentena com muito tempo livre eu não tenho emprego, não consigo lidar com os estudos EAD da faculdade (que tentei voltar) não tenho vontade, mas também não tenho vontade de fazer nada, eu queria um sonho, um motivo, algo profissional pra eu tentar aprender e melhorar, mas eu não consigo ter vontade de nada disso, chorei uma ou 2x e liguei pra uns amigos pra desabafar, mas sinto que já não tenho mais amigos pra isso... e também não adianta muito, porque eu quero uma solução, e acho que só tem como vir de mim, eu dei uma parada nos médicos mas já marquei psiquiatra/psicólogo novamente, tenho uma relação horrivel com meu pai desde então também, ele ja ameaçou brigar comigo e eu ameacei matar ele (falei da boca pra fora, bem eu acho) e tenho sonhos em que ele volta de SP pro RJ e sou obrigado a conviver com ele e é pertub ador, porque ele sempre foi uma pessoa mt grossa, e eu não sei mas tenho uma raiva guardada dentro de mim dele e não consigo lidar com isso, eu só queria esquecer q ele existe, mas sei que ele vai voltar aqui uma vez ou outra pra querer me ver, ver minha mãe, os pais dele q são meus vizinhos, etc. Enfim, a ansiedade eu consegui melhorar bastante com os remédios, os problemas de ser abusivo e tóxico eu falei tudo isso em diversas terapias, e acho que lido bem melhor hoje (só pondo a prática, eu namorei uma menina depois dessa mas foi por menos de 1 mes, foi bom pra nós apesar de ser curto kkkkk porque eu passei um tempo em SP assim que eu terminei o primeiro namoro, mas só piorou as coisas com meu pai lá e eu voltei e acabei terminando com a menina, na verdade foi bem consensual, ela gostou de mim mas também nem tanto pra namorar kk n tinha a magia, mas de verdade fui uma pessoa bem boa pra ela no tempo curto que tivemos e foi legal pra mim tentar me provar que melhorei mesmo que um pouco. Enfim é isso, não sei se pode ser curiosidade de vocês, mas eu me desculpei com minha ex 1 mes depois q terminamos, e ela tava bem melhor, acredito que possa ter buscado ajuda profissional depois de ter passado tantos problemas comigo, mas a ultima vez que vi algo dela, inicio desse ano (terminamos ano retrasado), ela aparentava estar bem, não nos falamos, eu até hoje me sinto culpado pelas merdas, mas isso n apaga o passado... enfim, eu to tentando reconstruir tudo, inclusive quero tentar esquecer isso com meu pai, mas primeiro preciso achar um futuro pra mim profissionalmente, e isso tá foda, porque preciso não depender mas da minha mãe, mas ajudar ela em casa que não é nada fácil nos dias de hoje...
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2020.10.10 01:17 Enscie CERTAS PESSOAS MERECEM MORRER

Essa e um aparte da minha historia!
Na pre escola, prezinho e 1 serie sofri bullyng da professora e alunos, professora me ameaçava a por no escuro e que bixo pápao ia me pegar, que o tio lá era um monstro e ia me punir no escuro! Eu criei altos medos deles, sonhos e tal... ate hoje eu tenho medo do escuro... Fico nele mas tenho um certo medo de coisas sobre naturais e tal.
Sofri abuso na escola com 8-10 anos, contei a pouco a mãe com 24 anos!
Os meus "Amigos esfregaram a pica na minha cara, simularem sexo de 4 comigo " e tal, não foi uma vez e me ameaçaram pra não contar!!
Aos 16-17 sofri duvidas da sexualidade!
18 - 20 Fiquei muito deprimido e triste, queria algo bom, sair namorar, uma casa melhor e tal!
21 as 23 Namorei com uma menina legal, mas que sofreu abuso quando nova, a mente dela era ferrada e achei que a gente podia se entender mas ela criou uma casca dura por tudo que rolou e talfoda terminamos mas ainda queria ela! 7 meses depois! Tive mais duvidas de sexualidade namorando com ela! Isso ferrou minha relação, ela era bi e tal... Achei que isso ia nos fazer se entender.
Historia da minha casa! Reposta um outro tópico meu no reddit sobre minha tia e a família do meu pai e casa que vivo, tipo isso e foda pq aconteceu em paralelo de tudo acima do resumo acima!
Cara ela merece! Ela nunca deixou nois reformar aqui e meu pai mora a 20 anos aqui, quando a mae dele era viva ela também não deixava, ele nunca quis sair daqui pra não pagar aluguel, mas viver numa casa com mofo, parede caindo reboco, infiltração só foi fodendo meu psicologico, pois nem amigo trazia aqui, descia do onibus publico da escola longe de casa e ia a pé pra não ser zoando pela casa velha!
Meus amigos da escola que descobriu onde eu morava, mas eu nunca falei! E fique chateado quando vieram aqui! Pq era uma coisa que podia ter sido mudada, uma reforma e tal! Mas eles não deixavam a gente reformar, e agora tem uma casa em cima dessa caindo aos pedaços e não pode derrubar por que a casa de baixo esta meio fragio... Enfim e agora ela esta querendo roubar esse terreno que é de familia dzendo ser dela! Já ate mandou cartão pra gente desocupar ou pagar aluguel, aik meu pai entrou na justiça! Serio eu quero me mudar daqui pra ter tranquilidade!
Acho que matar ela ia resolver um monete pro meu pai e mae! E resto da familia pois ela ta bem e as filhas indo pra faculdade, casa boa e tudo e nois aqui lutando só com minha mae trabalhando e meu pai com hidroceles e não quer se aposentar ou arrumar um trabalho! E eu fodido do pscicologico!
Atualmente quero tomar antidepressivo que trata ansiedade! Pq vi um adio da minha ex sogra e suei, o coração acelerou e quase morri pra dar play nele! Se sonho com algum problema fico super preocupado! Larguei ate um trabalho que consegui recentemente 10 dias depois... to me sentido mal, com a cabeça pesada, ta foda! Angustiando e tal! Tenho ejaculação precoce e ja tomei depressivo pra isso e eu queria sair com alguém mas esse problema me envergonha e tras sofrimento e tomei antidepressivo pra isso uma vez! E melhorei nas outras coisas sabe! Enfim... To tendo muita dor de cabeça e preocupação, quase não durmo ou viro a noite e durmo mais de dez horas quando durmo, ta foda! Tem dia que não quero levantar tipo hoje! Queria ao menos uma renda! Quero me mudar, mesmo que na quarentema a casa sofreu um a reforma, minha ex veio aqui duaz vezes mas acho que me largou por isso também! Enfim e a boasta toda só me fode e não vejo saida!
Desculpa o portugues mas nem to lembrando direito as escrita e pontuação e tal! Acho qe nunca aprendi isso ou e muita coisa na mente que ta dando umas esquecimento! Velw por ler ate AQUI
Grato se leu ate aqui! Se puder me ajudar!
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2020.10.08 09:57 Enscie Só preciso desabafar

Se sexo salva relacionamento pq o meu não foi salvo? Minha ex falava que nosso sexo era bom, que ela gostava! Que meu pênis era o melhor que ela já viu! Era perfeito pra ela e tal! Falou que eu fiz ela chegar em lugares que outros nunca fizeram e foda! E no fim essa conexão sexual não nos salvou! Era tudo bom, mas depois de um tempo ela via as diferenças entre nos, eu ficava calado pois nao queria brigar! Eu queria nosso bom, mesmo que não falava muito isso eu queria um emprego bom sabe, pra poder casar com ela, eu ama de verdade e queria pedir ela com flores, anel e tudo! Mas minha casa e era velha sem reboco e não queria os pais dela aqui nessa situação, queria e fazer uma festinha e tal! Minha mãe também não queria! Eu não julgo ela mas ainda amo ela e tem duas meninas pra mim sair uma quer até namorar comigo... Depois de conversamos alguns dias por msg! Mas no fim so queria ela de vota sabe! TO sem trabalho de novo!
estou Tendo crise de ansiedade e ela ta lá lutando pela moto dela em dois em pregos e eu fraco aqui nem conseguindo fazer o dever da faculdade eu to! Já pensei mais que tudo desde setembro em tirar minha vida, ja tentei me furar no braço com tesoura, mas mãe barrou! Só to trazendo sofrimento e desgosto só minha mae trabalha, meu pai tem problema de saúde com hidroceles e não quer nem trabalhar nem se aposentar por invalidez!
Não vejo sentido na vida! Cada dia parece pior, queria ela de volta!
Queria ter uma condição de vida melhor, acho que se eu for me matar vou matar minha tia antes que tanto problema me causou ela e as filhas pra aprender e deixar marcado! A filha dela ta indo fazer direito enquanto eu to nessa casa que nem digna é! Casa de família que meu pai viveu aqui preso "Cuidando" E no final fizeram dele cachorro dizendo que ele não e herdeiro. Nunca comprou o dele não sei pq, achou que a família era boa! Eu cansei, vou fazer uma besteira e matar ela e família pq eu sempre me fodo, fui criando pra ser bom com todo mundo e ninguém nunca e bom comigo! Eu fui otimo pra ela ela me deixou! Eu fui como familia e les ate mandou juiz por a gente pra fora! Eu to com minha cabeça fodida por isso tenho 24 anos!

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2020.10.08 04:06 Cyberthinker Minha melhor amiga me atacou e me abandonou no leito de morte de um parente e depois de 5 anos me envia “oi, amigo”. O que vcs fariam?

Sou gay, minha família finge que não sabe. Minha então melhor amiga da faculdade (que sabia que sou gay) andava comigo pra cima e pra baixo.
Ela sempre teve fama de ser uma pessoa difícil, arrogante, fria, xucra... Nenhuma menina da faculdade gostava dela, ela sempre comprava briga. Eu era o único amigo dela na faculdade, e sempre nos demos muito bem. Aliás, ela não se dava bem nem com a própria família. Mas por incrível que pareça comigo ela sempre foi um doce, nunca tivemos qualquer problema, amizade de 10 anos! Inclusive dizia que se não achasse o homem ideal queria ter um filho meu.
Como estávamos sempre juntos, alguns pensavam que éramos um casal. Não sou afeminado, sou masculino (minha avó diz que sou bonito kkkkk) e ela aproveitava pra colocar como foto principal dos perfis dela das redes sociais nós dois juntos pra fazer inveja na concorrência, pra atacar os ex-namorados dela, pra atacar as meninas que a odiavam… Ela usava minha imagem como namorado de mentira pra ostentar uma relação.
Em certo ponto comecei a levar ela para os eventos da minha família. Minha família sabe que sou gay, já falei pra minha mãe, ela já deu a notícia pra outros parentes, mas nunca tocaram no assunto, é um tabu. Principalmente minha avó (católica, conservadora, mas com quem sou muito ligado) a vida inteira me cobrou uma namorada. E essa minha melhor amiga disse: SE VC QUISER, POSSO FINGIR PRA SUA FAMÍLIA QUE SOU SUA NAMORADA. SUA AVÓ JÁ É VELHINHA, PELO MENOS ELA FICA FELIZ. Eu disse mesmo que a gente não precisava fazer teatro, deixe que acreditem no que quiserem.
Mas nos eventos de família, minha amiga fazia questão de ficar bem próxima a mim. Ela é uma moça bonita. Meus parentes, principalmente minha avó, não escondiam a alegria e o alívio de pensar: “OBRIGADO DEUS, ELE TEM UMA NAMORADA! NÃO É GAY!”
Minha avó sempre perguntava dela, sempre queria vê-la… passou a ter uma obsessão por essa menina… E ela tbm se aproximou da minha avó… era carinhosa, tratava bem, ajudava, fazia maquiagem, cabelo, favores na casa… enfim, conquistou a confiança da minha avó.
O tempo passou e minha avó teve um infarto (ou ameaça de infarto?), foi parar na UTI. O médico disse que não iriam fazer nenhum intervento por causa da idade, e se ela quisesse e a família concordasse, ela podia ir pra casa (insinuando pra ela morrer no conforto do lar) pq não tinha muito o que fazer. Ela não conseguia se mexer, muito fraca, falava muito baixinho… E disse que antes de morrer queria ver quem? Minha “namorada”. No leito de morte, ficava chamando pelo nome dela.
Não hesitei, chamei minha amiga pra visitar minha avó. Afinal era minha melhor amiga, claro que não seria problema, né? Não! Ela surtou e disse: DESCULPA, MAS NÃO VOU. NÃO VOU FAZER PARTE DESSE TEATRO. AINDA MAIS PRA UMA VELHA QUE NÃO ACEITA O NETO GAY, HOMOFÓBICA, ATRASADA. NÃO CONCORDO COM ISSO. SINTO MUITO, ESPERO QUE ELA TENHA UMA PASSAGEM TRANQUILA. EU QUERO AMIZADE DE PESSOAS LEVES, E NÃO AMIZADE EM QUE VC ME COLOCA DENTRO DOS SEUS PROBLEMAS PESSOAIS.
Eu respondi: POIS EU SOU PROFUNDO E PREFIRO AMIZADES PROFUNDAS, DE PESSOAS QUE ESTÃO DO NOSSO LADO MESMO NOS MOMENTOS DIFÍCEIS.
Juro que ela disse tudo isso! Ela se negou a visitar uma velhinha que chamava por ela no leito de morte e ainda me falou tudo isso. Se ela não quisesse, tudo bem, podia ter dito de forma delicada ou normal que não iria se sentir bem, eu iria entender... mas não, ela se recusou e me atacou. Num momento de fragilidade, num dos momentos mais difíceis da minha vida. E depois de ela mesma contribuir pra armar todo esse "teatro" e fazer questão de conquistar o carinho da minha avó. Foi muito extremo, uma punhalada muito forte. Cortamos totalmente a relação.
Por sorte, minha avó sobreviveu e está bem depois de 5 anos (hoje tem quase 90). Mas minha “amiga” nem quis saber se ela realmente morreu eu não, nunca me procurou pra saber.
E hoje, depois de todo esse tempo, ela me envia mensagem: OI AMIGO! O FACEBOOK ME MANDOU UMA LEMBRANÇA SUA. COMO VC ESTÁ?
Realmente não sei como reagir. O que vcs fariam?
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2020.10.08 03:30 mais1graumdeareia Meu deus do céu, eu não quero virar incel

Sou homem, tenho 20 anos, sou uma pessoa ate que bonita (juro que sou humilde) e tenho uma vida amorosa desastrosa. Bom, por onde começar?! Fui criado só com irmãs mais velhas, e nunca fui tão apegado ao meu pai quanto a minha mãe, por ele agredir ela e encher o saco de todos quando bêbado na minha infância. Isso, somado aos fatos de nunca termos tudo muita liberdade pra sair de casa quando crianças e de eu sempre ter tido na cabeça que não queria ser como meu pai por saber o quanto um relacionamento abusivo é um cu na vida de alguém, me levaram a tentar tratar todas as meninas que eu gostava como se "fossem meninos". Eu conversava normalmente com elas e tinha vergonha de flertar. Resultado? Fui rejeitado inúmeras vezes. Até aí tudo bem, afinal, não se pode ganhar todas e eu era muito novo na época, não tinha malícia nem nada. Contudo, os anos foram passando, eu comecei a ser bem mais direto, chamando pra sair logo de cara e tals (o que eu sei que é super paia) e vi meus resultados não melhorarem quase nada. Dessa forma, atualmente, apesar de flertar levemente (forçar demais é osso né pae) eu ainda não consigo ser totalmente sem vergonha devido aos anos de foras e venho vendo minha autoestima abaixar cada vez mais com o passar do tempo. Não passei em nenhum médico nem nada, e admito que em outras áreas da minha vida como profissional e acadêmica eu estou completamente dentro da média, isso se não acima em alguns casos (considerando as pessoas do meu meio) mas mesmo assim, sei que estou com depressão. A ideia colocada na nossa cabeça de que precisamos encontrar um parceiro nessa batalha que é a vida, somada ao fato de que vários conhecidos meus (serio, eu não tô forçando kkkkk) são bem mais feios e menos inteligentes e mesmo assim têm uma vida amorosa melhor, me deixa incrívelmente angustiado. Essa angústia me atrapalha em tudo, não consigo me concentrar direito e taco o fodase para tudo por saber que o que eu realmente quero parece estar longe de ocorrer. Assim, pergunto a vocês (msm não tendo resposta certa) aonde estou errando?!
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2020.09.29 16:40 HeinariTaini Nojo de homens

Só pra constar, não sou uma mulher indignada com o sexo oposto, sou um homem que vive constantemente puto com essas pessoas do mesmo sexo. Apesar disso, dou graças a ter nascido homem, pois fico aterrorizado com o que as mulheres tem que passar cotidianamente; é bizarro o fato delas serem estupradas quando crianças, adolescentes, adultas, velhas E ATÉ MESMO MORTAS! Sim! me deparei com um post no twitter denunciando uma página que faz piada com essas coisas e lá vi tanta coisa nojenta. Vários desses homens que trabalham com o corpo de pessoas mortas as estupram, e quando é uma considerada gostosa pra eles, eles fazem a festa, vi que comemoram até quando meninas de 15 anos morrem. Também vi que mulheres/namoradas desses homens acabam adquirindo doenças causadas pelos atos de necrofilias deles algumas até mesmo falecem. São coisas tristes e pesadas que pqp tô muito pra baixo. É muito bizarro que homens não dão sossego pra elas, acham que elas são só objetos sexuais, e apesar do estupro ser uma manifestação de certa forma comum nos seres humanos podendo haver tantas pessoas de diversas sexualidades diferentes que praticam tais atos (gays, trans, hetéros, etc.), sabemos que nos homens héteros isso é uma construção social, muitos acham bonito passar a mão na bunda delas e estuprá-las.
Além de haver toda uma cadeia de fatores que privilegiam esses homens, como por exemplo outros homens. Nesses posts que denunciam esses problemas sempre tem uns que soltam "kkkk eh so meme shitpost kkkkk" e "aí bora parar de generalizar né? eu sou homem e nunca estuprei sempre respeitei blablablabla", tão pouco se fudendo pras mulheres, ficam passando pano ou querendo sair por cima pagando de "machão respeitador". Enfim... fiz esse post porque realmente me indigno com essas coisas, e não pra pagar de diferentão e ficar recebendo elogios de mulher (é uma rede anônima, afinal). Acho que todos esses problemas nós deveríamos pensar e trazer mais a público, é isso e perdão pelo texto não tá bem escrito, paciência tá "zero" aqui.
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2020.09.29 02:42 camtdio Como aceitar aquilo que eu não posso mudar?

Olá. Minha história é a seguinte: ao nascer fui abandonada pela minha mãe, ela não quis nem me ver quando nasci. Fui criada e educada pelos meus avós maternos (minha mãe nunca me disse quem é o meu pai biológico, mesmo que eu pedisse). Durante minha infância sempre tive horríveis momentos com ela, minha mãe espancava deliberadamente minha irmã mais velha (eu sou a do meio de três meninas, e sim, ela tem a guarda das duas, eu sou a única que ficou de fora) na minha frente e na basicamente na frente de quem quisesse ver. Ela sempre colocou seus relacionamentos com homens acima de suas filhas, mas comigo sempre foi pior. Ela me odeia com todas as forças que tem, mesmo. É muito difícil, e eu não aguento mais me remoer por isso. Ela me odeia, e eu nunca fiz nada pra ela, nada...nunca. Essa dor me corrói todos os dias, sempre me pergunto porquê eu? porquê ela me odeia? o que foi que eu fiz? E eu sei que não posso fazer nada pra mudar essa situação. Eu não sei o quê fazer. Isso tá me matando por dentro. Já fui diagnosticada com depressão e já tive pensamentos suicidas. Me sinto perdida, um lixo. Eu não sei mais o que fazer.
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2020.09.24 21:11 BystanderChiasm Me chamaram pra sair pela primeira vez

Não é necessário, mas vou contar a história toda porque achei engraçado.
Ontem eu fui passear no mato aqui perto de casa e resolvi mandar uns snaps pra algumas pessoas (eu não tinha sinal de internet lá), foi legal, cheguei em casa, o Snapchat dizia que tinha um erro e que não foi possível enviar os snaps, então eu apertei em "tentar novamente" umas dez vezes. Até que uma menina me responde com "MEUU QUANTO SNAP"; o aplicativo tinha bugado e enviou as mesmas imagens 20 vezes pras pessoas.
A partir daí o papo desenvolveu, nos demos bastante bem e começamos a conversar sobre o passado. A menina é um ano mais velha que eu e estudou na mesma escola que eu no fundamental, eu, inclusive, comentei que quando eu tava na sétima série eu gostava dela porque achava ela bonita (já que nunca tínhamos nem conversado na vida antes de ontem), ela riu e disse que me achava bonitinho. Eu também não tinha (nem tenho) segundas intenções, mas gostei da conversa então viramos amigos.
Aí hoje estávamos conversando dnv, pipipi popopo, ela perguntou oq eu fazia nos fins de semana, eu falei que geralmente não saio de casa porque sempre acontece desgraça comigo (é história pra outro dia), e ela me convidou pra andar de quadriciclo com ela e a amiga dela (que é nossa amiga em comum). Eu fiquei meio sem jeito porque é a primeira vez que me convidam pra um rolê (com exceção de amigos de infância), disse que não podia (e não posso mesmo) nesse domingo, mas que talvez pudesse no próximo.
Sim, tem toda a questão da pandemia, mas minha cidade tem um número baixíssimo de contaminados e não ficaríamos tão próximos um do outro. Enfim, estou bem feliz porque eu não esperava ganhar uma amizade assim, nem que receberia um convite desses (nunca vi 90% das amizades que fiz pela internet com pessoas que moram na minha cidade).
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2020.09.17 06:24 fabio561 Visão freudiana do novo filme da Netflix "estou pensando em acabar com tudo"

Spoilers adiante . . . . .
A única coisa que dá pra concluir é que é tudo um sonho do faxineiro ( misturando o presente com lembranças passadas, já que no inconsciente não existe uma cronologia definida e o sonho é a manifestação de conteúdos reprimidos do inconsciente, segundo Freud. Ah é, e o filme cita realidade objetiva e o papel da mãe em sintomas e neuroses, que são teorias freudianas). A realidade dele é humilhante, mas nos sonhos é possível avançar e retroceder no tempo e do jeito que queremos que seja. A ruiva talvez tenha sido uma namorada dele que se suicidou e a mente dele não aceita, então a mente cria uma outra realidade que seja mais suportável pra ele. As garçonetes são as meninas que humilham ele na vida real. No sonho dele, são garçonetes, algo que é humilhante para os americanos. No fim, são todos velhos porque aí todos são iguais a ele. Na realidade, ele é cercado de pessoas jovens, que zombam das pessoas velhas ( a mulher dele estuda geriatria por ter empatia por pessoas velhas, mas ela não era artista? Mais um sinal de que é um sonho dele )
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2020.09.15 07:33 little-Flower_ O menino que eu tenho uma quedinha mas nem sabe que eu existo 😍😍

Bom se o seu nome for Túlio talvez seja de você que eu esteja falando,briks,bom ano passado no fim de ano achei um menino bonito em Minas,eu fui praticamente TODOS os dias pra pracinha na intenção de achar ele,nem que seja pra olhar de longe,pelo simples motivo eu tenho uma vergonha absurda pra falar com qualquer pessoa,eu gaguejo até KKKKKKK,acho que são inseguranças de outras pessoas que gostei,voltando ao assunto,só consegui ver ele duas vezes,uma passando na rua pra jogar bola com meu primo,outra na rua de noite,ele foi abraçar alguém,uma mulher mais velha já,fiquei olhando pra saber quem era,é não era ele?fiquei toda sorridente,bobinha por ele,ele até me olhou mas eu não sabia quem era,tive que ir embora infelizmente,tava esperando meu primo chegar(tinha ido ficar com alguma menina)eu fiquei parada na rua esperando minha família me acompanhar,eu tava me achando muito bonita naquele dia,minha autoestima tava lá no topo,olhei pra ele,eu tava quase ido embora mesmo então olhei bastante pra ele,não tinha mais nada a perder,nisso que eu olhei nossos olhares se cruzaram,sei lá foi intenso,sei que pode ser muito besteira,mas pra mim foi especial,acabou que não aconteceu nada demais,mandei solicitação no facebook(sim eu ainda uso Facebook,bem pouco?sim,mas uso)minha amiga mandou mensagem pra ele pelo meu celular,por que até então eu não tinha coragem de mandar,ele simplesmente me ignorou,acabou que cancelei a solicitação no face e apaguei minha mensagem no whats,morri de vergonha,um tempinho atrás meu primo me disse que ele ia se mudar pra Brasília,fiquei triste afinal queria encontrar ele de novo,dessa vez tentar falar com ele,eu quero a amizade dele por que sei que não vou conseguir ficar com ele,tanto por insegurança minha quanto ele não me querer também,Bom Túlio se por ironia do destino você ler isso,vamo ser amigos rapaz KKKKKKK,prometo que vou ser uma amiga boa,tamo aí pra qualquer coisa Muito obrigada por ler até aqui💜 15/09/20//02:32
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2020.09.11 18:39 Enscie Garotas mais novas estão se atraindo por mim

Opa pessoal, eu tenho 24 anos, mas não aparento... Não sou virgem e tal...
Ultimamente tenho notado que garotas mais novas no meu bairro, entre 14 e 18(apenas uma) tem se atraído por mim... (Vejo olhares, os moles, abertura para conversa, ai pergunto idade e vaso... kkk)
Mas eu me sinto desconfortável com moças mais novas, sei que após 16 pode rolar namoro se os pais permitir e sexo se ela consentir... Mas me senti quebrando uma lei ou violando a menina se for menor, sendo sincero me sinto melhor se tem mais de 21, fico mais tranquilo. Mas talvez oq sempre me relacionei com gente mais velha, minha Ex 26, e antes dela mulheres de 27, 38 e 40 anos.. E não sei se namorar uma jovem de 16 ou 17 seria legal mano... E nem sei os gostos e tal.. me sinto perdido... o que vcs podem dizer sobre isso?
Eu quero namoro sério, fidelidade e querer estar comprometido com o crescimento mutuo...
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2020.09.10 16:12 henrylore Najiyu Ep 9 - Nós somos prisioneiros! Por enquanto...

??: *joga Nevaska dentro da cela
*fecha ela com toda a força
*sai andando pelo corredor frio e cinzento, aquecido apenas por um tapete roxo no chão
*abre a porta principal muito parecida por uma porta de cofre
*fecha ela
Ne: *ouve barulhos de tranca
...
*olha pra cela ao lado e vê
H: *sentado na cama da cela
...
L: *esticando a corda do arco até ela fazer algum som
P: *na outra cela do outro lado deitada
Ne: meh
H: nao tem nada a dizer?
Ne: o que vocês querem que eu diga?
L: nada so que voce extrapolou o plano todo brigando com UM GUARDA VOCÊ PODIA BRIGAR COM QUALQUER CARA MENOS UM GUARDA
Ne: tá bom ok?
eu briguei com ele porque ele se meteu na briga entre EU E SHIBARU
*bate na grade
H: e por que cacetes você foi pra cima dele daquele jeito?
Ne: vocês não sabem o que é construir uma coisa, pra entregar e confiar ela pro cara e ele destruir tudo
PRINCIPALMENTE COM PESSOAS
PESSOAS era uma vida aquilo ali
a Winry, era uma alma que foi destruída por XERETAR
L: hmmm
P: mas como assim? você deu tudo pra ele?
Ne: depois que a minha melhor amiga sumiu na minha última missão eu resolvi passar o cargo de líder pra próxima pessoa, e abandonar a ordem
ou seja lá o que isso se tornou
L: e voce entregou pra um palmeiras aleatório?
Ne: ele era confiável na época, a pessoa mais velha e confiável que eu tinha
ele tinha se provado ser uma boa pessoa e de confiança
mas então ele se tornou arrogante e tirou tudo de mim
...e da ordem
L: ah legal, agora ele vai sair andando por aí se achando o espertão por ter "vencido"
P: entao você era a líder??
Ne: sempre fui, e quando voltei sabia que ele não ia me querer de volta no cargo
só como substituta
L: voce entregou o seu cargo.
Ne: PERDE A SUA MELHOR AMIGA PRA VOCÊ VER
L: E EU LA TENHO UMA MELHOR AMIGA??
P: A CULPA É INTEIRA DE VOCES O LUSK FICOU GRITANDO, A NEVASKA EMPURRANDO O HB, AH VAI NÉ
H: e aí?
L: hm?
Ne: hein?
H: voces vão continuar brigando?
a gente tá preso.
seja lá de quem foi a culpa
a gente tá aqui
e é isso...
Ne: ... tu tem razão
L: é
P: *só deita pro lado
H: *pega duas pedrinhas e tenta trocar elas de lugar
não funciona aqui
Ne: é uma cela anti magia
magia não funciona aqui
*tenta fazer um pedacinho de gelo no chão mas ele se desfaz
L: é, estamos fritos.
H: vocês já pararam pra pensar por que separaram a gente em 3 celas?
Ne: porque separam meninos de meninas
L: e acharam a nevaska muito brava das ideias pra ficar perto da ponce
alias que história de toggi foi essa?
P: *se senta e olha pro lusk
você não sabe da minha vida pra se perguntar isso
L: Hmmmmm. Maneiro.
H: mas aí
o que o shibaru quer aqui?
Ne: nas cartas dele tavam escrito que ele queria poder
P: poder? numa vila humilde dessas?
Ne: é normalmente onde guardam as coisas mais poderosas...
H: voce sabe de alguma coisa que a gente não sabe né?
Ne: não
H: pode falar
Ne: não?
H: hmmmm *se encosta na parede de novo
*olha pra cima e vê a luz da lua batendo na janelinha e se contrastando com o resto de luz da tocha na parede que levemente vai se apagando
??²: *passa fazendo uma sombra na cela
*coloca a mão na grade da janela
talvez o nome disso seja Guilt
*olha lá pra dentro
H: ...?
o que-
??²: *abaixado e olhando lá pra dentro
Guilt... é o nome disso
H: ...
*percebe que é a mesma pessoa do dia do trem, que estava assaltando todo mundo
V-VOCE
VOCE TAVA NO TREM
??²: tava
H: VOCE TENTOU ROUBAR A GENTE
mas você desistiu?
??²: foi
Ne: ah é? então foram vocês
H: achei que voce tinha duvidado
Ne: nah eu sabia que algo assim acontecia mas não achei que você acordaria
??²: foi exatamente isso que me chamou a atenção
mas fala aí vai querer sair daí ou nem?
H: nao sei se confio em você...
??²: ou você confia ou você não sai
H: e como voce vai fazer isso?
??²: *levanta e sai andando
**do lado de fora:
??²: *chega perto da ?³ (a outra pessoa do trem)
??³: *olha pra frente do castelo e vê um guarda la
*sai andando e indo em direção ao portão do castelo
Bessa: *olha pra ela
EI! O QUE FA-
??³: *olha de volta e seus olhos brilham rosa
*adormece o guarda Bessa
*vira pro ??² e faz um joinha
??²: *abre lentamente uma festinha da porta, suficiente pros dois passarem
??² e ??³: *entram
??²: *segura a mão da ??³ e sai andando pelo escuro (ele provavelmente enxerga no escuro)
**do lado de dentro
H: ...
L: soa melhor assim
Ne: os caras vazaram
**ouvem um barulho de tranca
??²: *abre a porta
boa tarde família
H: ah você conseguiu
??²: óbvio que consegui
*puxa umas chavezinhas
*abre a cela da Nevaska
Ne: *sai se limpando
depois dessa eu nunca mais bato num guarda véi
??²: *abre a cela do Henry e lusk e ponce
H: estamos livres
mas e aí? qual seu nome
J: meu nome é John, mas tu pode me chamar de Nomad ou sei lá
Du: meu nome é Duda, mas você pode me chamar de... Mikasa?
H, L, J, P, Ne: Duda
Du: ai tá bom meu deus
P: agora a pergunta é será que tem mais gente lá pra trás?
**olham pro fundo do fundo do corredor onde se sente um vento frio vindo dele
L: vamo vê né não custa ver
**veem na cela ao fundo uma pessoa com olhos vermelhos olhando seriamente pra eles
**nas celas ao lado tambem, diversos olhares hipnotizantes avermelhados
Ne: e tá aí a razão da gente estar aqui
P: se isso tá aqui... significa que a fonte dessas coisas se encontram aqui
L: mas e ai a gente solta esses cara aí?
??¹: *para de olhar pra eles e senta na cama da cela
H: nah isso precisa ser tratado com cuidado
Ne: é verdade, vamos conversar com eles assim que recuperarmos a confiança
J: sinceramente eu não acho que vocês vão recuperar a confiança de alguém assim...
fugindo da prisão
Du: o John tem razão
fazendo isso vocês já perderam todas as chances de ganhar a confiança deles
Ne: eh?
meh a gente tá aqui pra solucionar não pra amigar
certo?
H: •-•
Ne: eu acho que não
J: *guia os dois pela escuridão até a saída
**veem o guarda caído na porta
J: shhhh morto não fala
Du: hehehe
H: voce adormeceu o cara?
J: sim
**depois de um pouco longe
Ne: tá oq a gnt faz agora
J: voces disseram que o cara que vocês tavam procurando
queria poder né?
H: sim
J: e se esse cara procurasse o Guilt?
L: quem diabos é guilt?
J: ele é uma das crianças que deviam ser protegidas aqui
ele tem um amuleto que dá poder pra quem possuí ele
L: QUE MANEIRO então ele deve ser bem poderoso né?
J: minha teoria é que ele não sabe usar aquilo, mas se ele fica sem aquilo ele fica muito fraco
então eu resolvi não roubar
Ne: você tentou roubar aquilo?
J: sim
H: eeeeeh
J: eu desisti pelo bem dele, mas tem gente que não desistiu
H: e onde você achou?
J: ele frequenta lugares específicos normalmente
H: então a gente tem q achar ele
L: hmmm
J: que dia é hoje? 23 né?
é aniversário dele
H: onde será que ele comemoraria o aniversário dele?
...
Ne, L e P: ...
J: o que? esperavam que eu soubesse?
L: sim.
J: heh pois é eu não sei
Ne: é bem provável que se a gente encontrar o menino a gente encontra o shibaru
J: hmmmm ele sempre vai na sorveteria de tarde...
L: de noite ele dorme né mané mas onde ele mora?
J: hummmm
Du: tem uma casa em cima da loja de picolés
talvez aquele cara tenha abrigado ele ali
J: o tio do picolé?
Du: ele mesmo
**depois de um tempo
J: é aqui.
*abre a janela que por algum motivo tava destrancada
**todo mundo entra
J: *sobe as escadas e...
não tem ninguém aqui
Ne: talvez ele já tenha passado por aqui
P: ou o menino nem mora aqui
H: mas tá tudo revirado olha aqui
Sh: *do lado de fora em cima de uma árvore
*olha pra janela da sorveteria aberta
...
*dá um sorriso
só uma provocadinha vai...
*coloca a mão na boca do guilt pra ele não gritar nem nada
**ouvem um barulho vindo de baixo
J: ouviram isso???
P: shhhh
*desce as escadas com cuidado
...
Sh: ello.
*aparece segurando o guilt
G: merda
P: VOCÊ
Sh: relaxem
P: *corre e da um soco na cara dele
Sh: *leva o soco mas joga ela no balcão
J: *usa uma força de gravidade e faz o shibaru cair
Sh: *é empurrado pra baixo e não consegue se levantar
quem é... esse cara?????
J: *prepara um golpe de relâmpago
H: °°
ELE CONTROLA DOIS ELEMENTOS????
J: *aponta pro shibaru e...
H: *segura a mão dele
não, se gente fizer isso aqui a gente vai chamar atenção demais
J: ô seu-
G: *aproveita e tenta escapar pela janela
Du: *tenta usar os olhos pra adormecer o shibaru
G: *olha e adormece zz
Sh: entao é isso, ela consegue adormecer os outros!
Du: *usa de novo
J: *nao olha
Sh: *puxa a espada dele e reflete fazendo Nevaska, Ponce e Duda adormecerem
L: QUE (ele tava em cima então ele não olhou)
H: meu deus
Du: oh
acho que isso é ruim gente
??: TEM ALGUEM AÍ??
QUE BARULHADA É ESSA
Sh: *segura Guilt e pula pra uma árvore
??: o que foi isso? (percebe-se q ele tá do outro lado da loja)
J: tsc
eu distraio eles, vocês vão atrás daquele cara e do Guilt
H e L: *acenam que sim com a cabeça
J: *sai da loja e sobe rapidamente em cima na laje
*joga um monte de estrelas ninja com bombas de fumaça pra cima
??: VOCÊ..
*sobe e vai atrás dele
H: acho que é com a gente brether
L: concordeis.
**colocam as 3 no andar de cima
H: *tranca por dentro
*deixa a chave ali
L: *pega um lápis do balcão e deixa na escada
H: *troca de lugar com o lápis
boa brether
H e L: *batem os punhos
H: *fecha a janela depois de sair
fiquem bem...
**saem correndo
L: pra onde tu acha que ele foi?
H: eeeeeh não faço ideia
Sh: nao muito longe do que vocês pensam
**se encontram num lugar sem saída bem espaçoso mas cheio de vendinhas velhas e armazéns de produtos pra repor
Sh: é uma grande honra ter os novos integrantes da ordem aqui comigo...
pra morrerem.
*junta as mãos e faz uma hiper onda de fogo em volta dele
H: °°
L: guh
pois é mano
H: onde você botou o maluco lá?
Sh: como se eu fosse te dizer...
vocês não vão salvar ele
basta eu tirar o amuleto
e eu serei imparável
L: voce so vai fazer isso se a GENTE deixar.
Sh: e vocês deixam?
L: Não.
Sh: *faz uma bola de fogo na mão e atira neles
H e L: *vai um pra cada lado e desviam
**bola de fogo bate nuns barris e começam a pegar fogo
H: isso vai chamar atenção
L: a gente tem que ser rápidos.
Sh: que o show...
*olhos brilham vermelho
comece.
... NO PROXIMO EPISÓDIO DE NAJIYU
Najiyu Ep 10 Por uma vida
❤️
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2020.09.06 20:59 dontcrybutterfly Eu não sou ninguém na vida.

No começo desse ano (antes da pandemia) minha mãe precisou mudar de horário, no seu emprego, foi tudo de ultima hora. Ela soube em uma sexta-feira que iria começar no novo horário na segunda-feira.
Na segunda começava as minhas aulas na faculdade e as aulas do meu irmão pequeno, mas com isso eu precisei trancar a faculdade, já que no período da manhã não teria ninguém pra ficar com ele em casa. (Em casa sou eu, minha mãe, meu padrasto e meu irmao)
No começo eu fiquei mal, pois fazia 1 ano que eu tinha entrado no curso e estava realmente gostando, e vendo que era aquilo que eu queria. Mas quando a pandemia veio, até que não fique tão triste assim, em relação ao curso, já que então eu iria ficar em casa de qualquer forma.
Mas precisei largar a faculdade e não posso trabalhar para ficar em casa cuidando de uma criança que não é responsabilidade minha, eu não tive filho então porque tenho que abandonar o pouco que eu tinha e já não posso fazer mais nada pra cuidar de uma criança!?
E a cada dia que passa eu fico mais mal pensado que tenho 19 anos e não tenho formação nenhuma, não tenho experiência nenhuma e não consigo arrumar algum emprego, já que eles sempre pedem experiência.
Mas ao mesmo tempo fico mal de pensar assim, me achando ingrata já que nao preciso necessariamente trabalhar, e tenho o privilégio de poder ficar em casa cuidando dele. Mas eu também quero viver a minha vida, quero evoluir em algo.
E toda essa situação faz eu me sentir ainda mais sozinha. Eu sempre fui uma pessoa que gosta de ficar no meu canto, fazendo as minhas coisas. Mas ultimamente eu não consigo mais fazer isso e também não tenho realmente ninguém para conversar.
Tenho bem pouco contato com algumas meninas da escola, mas quase nunca se falamos. Conheci algumas pessoas na faculdade mas não criei nenhuma amizade forte, então assim que eu saí do curso também não tive mais contato com ninguém. A única pessoa com quem eu conversa mais era a minha irmã mais velha, mas ela teve bebê recentemente e claro que agora ela tem outras prioridades e eu entendo. Minha mãe sempre que vou falar com ela sempre acaba mudando de assunto e sinto que o que falo não é importante. A pessoa com quem mais falo é uma criança de 4 anos, já que passo o dia todo com ela.
Fora que nunca senti que alguém realmente gostasse de mim, nunca tive um relacionamento e acho que realmente ficarei sozinha em todos os sentidos.
Essa é a minha primeira vez escrevendo aqui, então se tiver algum erro me desculpem. Estou a semana toda tomando coragem para publicar isso, e como domingo é o único dia que eu consigo fazer algo pra mim decidi desabafar aqui. Obrigada se você leu até aqui <3
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2020.08.23 20:57 loserpuser Tenho odeio da minha família e da vida que eu levo.

. Eu nunca senti afeto por parte dos meus pais. Eu sentia que os amava porque eles eram meus pais e os filhos amam seus pais certo? Até aí tudo bem. Minha vida toda eu morei com a minha avó, e ela nunca foi satisfeita com as filhas delas e ficou muito menos quando minha mãe me colocou pra ela cuidar enquanto trabalhava. Seis anos depois a minha tia fez a mesma coisa e depois de 11 anos teve uma segunda filha. Todas 3 ficamos com a minha avó enquanto as mães trabalhavam. Mas a minha mãe e eu éramos as únicas que moravam na casa da minha avó. E ela n fazia questão de esconder seu desagrado. Principalmente comigo que era uma criança lerda e que não tinha iniciativa de limpar as coisas desde cedo como ela fazia. "com nove anos eu saí da casa da minha mãe e fui morar com a minha tia. Mas deixava tudo arrumado, o almoço eu fazia, o banheiro eu lava, trabalhava na casa dos outtos, aos 16 anos eu arranjei emprego pra mim sem ninguém mandar." Ela sempre dizia isso. E isso me deixava mal como uma menina de 11 anos ouvindo. E então eu parei de falar com ela. E como minha mãe n estava em casa pq trabalhava, eu n tinha mais com quem falar. Tinha receio de falar sobre meus problemas sobre bullying na escola e sobre pensamentos que eu tinha. No fim, eu me tornei uma pessoa extremamente calada e chateada. Uma vez, fui chamada pra falar com a psicóloga da escola porque um grupo de alunos tinha me furado com os lápis e isso deixou claro o bullying, e quando minha mãe foi chamada a minha avó fez questão de ir até a escola e dizer que eu era uma menina estranha, suja, que não falava com ninguém, que meu guarda roupa era desorganizado, e que eles faziam bullying comigo porque eu deixava. E nós anos seguintes disso até hoje ela tira sarro de mim porque ela acredita que as pessoas só fazem bullying com você porque você deixa. Ela sempre faz questão de lembrar disso e isso me deixa com tanta raiva. Nos últimos 3 anos que a minha segunda prima está aqui, tem sido muito difícil pra mim. Porque é um bebê e Minha avó já tá meio doente e eu que tô fazendo a maior parte dos serviços da casa já que irmã mais velha da minha prima (elas passam 4 dias aqui em casa pq os pais voltaram a trabalhar na quarentena, apesar de eu achar que isso é mentira) não faz nada além de jogar no celular. E como estou no terceiro ano as coisas são mais complicadas por vestibular e provas online Eu melhorei consideravelmente meus hábitos de limpeza doméstica, mas ainda n é o suficiente para criar um bom ambiente com a minha avó. Descobri que não gosto de crianças definitivamente e considero tentar fazer as provas militares e me afastar da família o máximo de tempo possível. Pensar nisso me dá um pouco de paz de toda a pressão e reclamações que eu recebo da pessoa a qual eu tive o maior afeto por um curto tempo de vida. Mas isso também me assusta. Eu sou babaca por querer distância da minha família e odiar cada um deles?
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2020.08.23 06:45 altovaliriano Os vampiros de ASOIAF não são realmente vampiros

A palavra vampiro é mencionada diversas vezes, em geral para falar de coisas que ocorrem fora dos sete reinos.
Os selvagens eram homens cruéis, dizia, escravagistas, assassinos e ladrões. Faziam amizade com gigantes e vampiros, raptavam meninas na calada da noite e bebiam sangue m cornos polidos.
(AGOT, Bran I)
...
Era o fim do mundo, dizia sempre a Velha Ama. Do outro lado havia monstros, gigantes e vampiros, mas não podiam passar enquanto a Muralha se mantivesse em pé.
(ASOS, Bran IV)
...
“Do outro lado dos portões vivem os monstros, e também os gigantes e os vampiros”, lembrou-se de ouvir a Velha Ama dizer, “mas não podem passar enquanto a Muralha se mantiver forte. Portanto vá dormir, meu pequeno Brandon, meu garotinho”.
(ASOS, Bran IV)
...
A luz verde do fogovivo banhara o rosto de quem assistia, fazendo-os parecer-se com cadáveres em putrefação, uma alcateia de alegres vampiros, mas alguns dos cadáveres eram mais bonitos do que os outros.
(AFFC, Jaime II)
...
Este mundo está cheio desses contos loucos. Gramequins e snarks, fantasmas e vampiros, sereias, gnomos, cavalos alados, porcos alados... leões alados.
(ADWD, Tyrion III)
...
A princesa Nymeria permaneceu com os navios em Zamettar, uma colônia ghiscari abandonada há mil anos, enquanto outros fizeram seu caminho rio acima até as ruínas ciclópicas de Yeen, refúgio de vampiros e aranhas.
(TWOIAF, Dez mil navios)
...
Duas das novas cidades em Ponta Basilisco foram saqueadas por traficantes de escravos, com toda a população passada na espada ou arrastada em correntes, enquanto Yeen teve que conter ataques dos vampiros listrados das profundezas das selvas.
(TWOIAF, Dez mil navios)
...
Mais ao sul, as armadilhas da civilização caem por terra, e os Homens Tigrados se tornam mais e mais selvagens e bárbaros. Esses sothori veneram deuses sombrios com ritos obscenos. Muitos são canibais, e mais ainda são vampiros; quando não podem se banquetear da carne dos inimigos e estranhos, comem sua própria morte.
(TWOIAF, Sothoros)
Algumas vezes são apenas para distinguir espécies de morcego que se alimentam de sangue.
– Esta noite – disse Skahaz mo Kandaq. O rosto de bronze de um morcego vampiro surgiu por baixo do capuz do manto de retalhos.
(ADWD, O Derrubador de Reis)
...
Doze níveis abaixo, encontrou o Cabeça-Raspada esperando, as feições grosseiras ainda escondidas pela máscara que usara naquela manhã, do morcego vampiro.
(ADWD, O Derrubador de Reis)
...
Mais ao sul estão as regiões conhecidas como Inferno Verde, onde dizem que vivem os animais mais temíveis. Lá, se os contos são verdadeiros, há cavernas cheias de morcegos vampiros brancos que podem drenar o sangue de um homem em minutos.
(TWOIAF, Sothoros)
Ocorre que somente quando esta se referindo aos morcegos, a tradução esteve ligeiramente próxima da verdade. O morcego branco de Sothoryos é chamado de vampire bat (animal que existe em nosso mundo), mas o morcego das máscaras das bestas de bronze é chamado de blood bat, o que torna aceitável que o chamemos de morcego vampiro. Entretanto todas as outras menções estão bem mais longe do significado do texto em inglês.
A palavra usada em inglês dos primeiros exemplos acima é Ghoul e não Vampire. Ghoul é definido pelo Merriam-Webster como sendo “uma criatura maligna lendária que rouba túmulos e come cadáveres” e é uma palavra de origem árabe. A palavra aparece como equivalente de vampiro no Google Tradutor, mas este software também o chama de “canibal”, “o espírito que ataca cadáveres” e mais curiosamente de “o espírito dos contos orientais”.
De fato, um Dicionário de Arabismos da Língua Brasileira lista “gênio” e “aparição” como significados de gûl (forma não anglicana da palavra, suponho) e “guli”, “goula” e “gula” como equivalentes. Ainda assim, segundo a wikipedia é comum que o termo seja traduzido como “carniçal” ou “vampiro” em edições brasileiras de obras de fantasia, como Harry Potter e The Witcher (jogo eletrônico).
Ironicamente, as próprias Crônicas de Gelo e Fogo tem outras traduções para o termo ghoul que não “vampiros. Isso provavelmente é fruto da má qualidade da tradução feita pela editora Leya.
Para lá da Muralha vivem monstros, os gigantes e os fantasmas, sombras que perseguem pessoas e mortos que andam, ela dizia, enfiando-o embaixo do cobertor de lã áspera, mas eles não podem passar para cá enquanto a Muralha permanecer forte e os homens da Patrulha da Noite permanecerem fiéis.
(ADWD, Bran I)
Os fantasmas aí são ghouls.
Seis séculos vieram e se foram desde aquela noite, mas Durolar ainda era evitado. Os selvagens haviam retomado o lugar, Jon soubera, mas patrulheiros afirmavam que as ruínas recobertas eram assombradas por espíritos que atacam cadáveres, demônios e fantasmas ardentes com um gosto doentio por sangue.
(ADWD, Jon VIII)
Esta tradução extensão de ghouls possivelmente ocorreu em razão de a palavra fantasma já ter sido usada para “fantasmas ardentes” (burning ghosts, no original). Mas isso também revela que o responsável pela tradução sabia o que eram ghouls e vinha traduzindo como “vampiros” ou “fantasmas” de forma deliberada.
Mas, enfim, o objetivo aqui era mostrar que os vampiros que conhecemos não são criaturas do folclore de ASOIAF. E que os “vampiros” citados nos livros são apenas problemas de tradução.
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2020.08.15 17:00 Surt3p Quanto deve ceder a um relacionamento?

Em 2016 eu conheci uma menina em um aplicativo de relacionamentos, (vamos chamar de Ruivinha) eu com 16 anos e ela me dizia que tinha 16 anos também e eu realmente gostei dela, ruiva, gente boa, dava atenção e engraçada. E depois de meses de conversas era fato que estávamos gostando um do outro, tanto pelas palavras quanto o tempo que dávamos um ao outro, e realmente gostei muito dela, e até que chegou um momento que os dois estavam meio 🔥 e a conversa foi realmente mudando de direção. Depois de muitas conversas e fotos +18 (ironia pq os dois eram menores mas ok kkk) estava um clima bom, e realmente queria a conhecer pessoalmente e tudo mais mas ela sempre dizia que a família era muito fechada e não a permitia sair, mas ela me atentava e mesmo assim tentávamos sair ou de um jeito se encontrar. E eu ocupado com curso Tecnico e colégio fui me afastando aos poucos para focar nos estudos, mas mesmo assim querendo realmente conhecer ela porque gostava. Até que um dia meio que tudo ficou confuso, quando ela mandou umas fotos repetidas +18 e com legenda diferente e tipo nem fazia sentido ela ter mandado aquilo para mim naquela hora. E então descobri que ela realmente tava meio brincando comigo e mais uns 5, e então descobri no mesmo dia que ela tinha 13 anos e iria fazer 14 e eu fiquei realmente confuso e preocupado (e não ela não tinha feição tão jovem e corpo de menina nova, e todas as redes sociais estavam mais velha e até por ligação a voz e vídeo o jeito dava a entender que era mais velha mesmo) e fiz umas das coisas que mais me arrependi na vida porque fiquei com ciúmes e com raiva, criei um Google drive do 0 upei as fotos dela e mandei com um link para a avó e a mãe dela falando o seguinte: “Eu gosto muito dela, nossas idades são diferentes e nada impede de no futuro realmente termos uma coisa séria com mais maturidade, mas eu realmente quero que vocês deem atenção porque ela está se expondo muito na internet e isso pode vazar e conhecendo bem sei que isso pode acabar mal.” A mãe dela me xingou e falou que eu era um cuzao a vó dela me pediu perdão não sei porque, e ficou preocupada e a menina me xingou muiiiito mas muito e no final tudo se acalmou. Passou se uns anos e ela me chamou de novo em meados do final de 2017 e eu tinha terminado o ensino médio e um relacionamento que tive também e eu e a Ruivinha viramos amigos realmente, ela tem muitos problemas psicológicos e eu sempre ajudei como amigo e tudo mais e realmente curtia a amizade nossa, até mesmo que nossas idades era meio diferentes mas ela me respeitava muito e o que tinha acontecido ficou para trás e virou uma amizade tranquila. Mas no final do ano de 2019 mudou muita coisa, ela tava com 16 anos e eu com 19 e ela deu muita moral, e eu me interessei por ela, tínhamos todos mudado muito e eu imaginei que estávamos mais maduros, e um belo dia ela me chamou para comprar material junto com ela, e eu fui na casa dela, conheci os avós que me amam até hoje e mandam figurinha todos os dias kkkkk, a mãe dela também que surpreendentemente gostou muito de mim, e foi um primeiro encontro totalmente diferente mas eu gostei da pessoa que eu encontrei, ela realmente tinha mudado muita coisa, e foi indo assim por vários finais de semana consecutivos, e estávamos em um relacionamento sem nada oficializado, eu conheci toda a família ajudava em o que era preciso, e gostava de estar inserido na família mas umas coisas do relacionamento me deixavam meio intrigado, tipo pela internet ela era muiito 🔥 e juntos ela era outra pessoa, ou o fato dela não gostar muito de beijos e também ter preguiça para qualquer coisa que envolva sair, não demonstrar afeto, ser meio seca as vezes e não termos muitos momentos casal, mas foi isso por 4 meses até o início da quarentena e nós brigarmos por um motivo fútil, estava a 2 anos desempregado apenas fazendo uns bicos, e eu fui contratado em um emprego booom, e eu fiquei feliz com isso que estava lutando a tempos e eu chamei ela para vir em casa comemorar cmg, comer uma pizza com minha família e tudo mais, e depois ver um filme a sós, um momento nosso, e ela me disse a seguinte frase “você só pensa em me comer” “só quer sexo” e eu sem entender nada, ouvi muiita merda (detalhe nunca tínhamos transado antes e eu sou super delicado com esse assunto até por nunca ter acontecido) até aquela história das fotos foi revivida e eu me explodi, cansei disso e terminei com raiva pq ela não sabia o que tava acontecendo comigo depois desse tempo todo saindo da depressão e ter conseguido arrumar um emprego e na hora de comemorar ela me dizer isso. Me magoou muito isso e até hoje não me desce, mas no outro dia parei para pensar e queria conversar disse que não queria terminar realmente mas queria que ela entendesse meu lado, e ela surtou que um dia eu termino no outro quero voltar, não voltamos mas ficou um clima de romance voltando, era apenas se encontrar que rolava algo, mas depois foi meses sem poder ver ela, sem ligação, momentos instável no relacionamento eu querendo ver ela mas nunca era possível e a desculpa de quarentena para mim e churrasco em família todos os finais de semana, mas eu tava conseguindo fazer ela vir em casa no meu aniversário pq realmente estava com sdds dela e é uma data bem especial, (minha família fez o teste para umas coisas e para que eu pudesse ir buscar ela no meu aniversário “dia que estou escrevendo que foi por água a abaixo qualquer animo para esse dia”) e uma semana antes do meu aniversário eu tentando reconquistar ela todos os dias, sendo quem sou e tentando ser bom para ela (muitas vezes fodendo com meu psicológico) e eu descubro que sou um brinquedo que ela usava para destrair e que não era nada mais e que mesmo ela dizendo uma coisa ela tava sentindo outra, e que eu tudo que eu tava fazendo por uma história de 4 anos foi em vão. Brigamos feio e depois que eu desisti de tudo e falei o que realmente tava sentindo e fiz ela se achar um monstro só mostrando coisas que ela fazia e nem se tocava disso, tem indiretas até hoje, eu surpreendentemente estou bem, tenho muitas saudades dos momentos bons mas prefiro meu bem estar mental.
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2020.08.10 02:07 YatoToshiro Fate/Gensokyo #53.5 Jeanne d'Arc Alter (Fate/Grand Order) Parte 1


https://preview.redd.it/s8mt45qcg2g51.png?width=5000&format=png&auto=webp&s=1541c3e2a0699ec5c831325775f59f31a0907eb4
​E esse é meu Ultimo Post de Personagens de Fate/Apocrypha.
Mas antes de falar da Jeanne d'Arc (Ruler - Alter) vou falar de outras versões dela.
Jeanne (Archer)

https://preview.redd.it/69fphkbsg2g51.png?width=350&format=png&auto=webp&s=e01014832ebea6a4b67b3c1ec2fb75005b653a74
Esta é uma santa que entrou em um verão eterno.
A estrela Dolphin World, aparecendo em plenitude com toda a sua santidade.
Substituindo sua bandeira sagrada por um arco (anel),
Agora, uma fantasia sem precedentes vai começar ―――
"Sim, francamente falando, estou animada por estar de maiô! Não vamos falar de assuntos estritos e aproveitar este verão agradavelmente!"
Apesar de estar em uma variante de maiô, ela acha que não há nada de diferente em si mesma.
Mas é claro que existem muitas diferenças.
Honrando o verão do que a bondade, e com o clima sendo tão fofo, essa é claramente uma sensação de flutuar no verão.
Além disso, o maiô é menos para se vestir,
mas mais para aproveitar o verão até o último momento.
No entanto, quando seu Saint Graph atinge a ascensão final, sua classe muda de "uma irmã mais velha dos golfinhos na praia" para "uma santa que caminha para o verão eterno". Ela transforma a bênção do Senhor em um anel de luz (halo), transformando-a em um Santo-que-Você-Pode-Fazer e Altamente Poderoso.
Ela comanda golfinhos como familiares.
Seu nome é Reece, e seguindo as instruções de Jeanne, eles voam pelas terras e voam pelos céus.
Ele também tem grande inteligência e costuma ficar ao seu lado a uma distância moderada.
Quer saber como te apagar.
Jeanne ajudou os golfinhos que encontrou, um cenário simples e fofo de Garota-Encontra-Golfinho.
Ela formou o Círculo "St. Orleans" junto com Maria Antonieta.
Embora a dupla preocupada acredite estar escrevendo comédias de amor, parece que ganhou um tipo diferente de reputação.
"Não importa como você leia, esta é uma cena de explosão".
“Em vez de agridoce, é mais como água saturada com açúcar”.
“Não entendo por que você lançaria um smartphone de um canhão só para perguntar a alguém o endereço de contato”.
Jeanne (Lancer - Alter- Lily)

https://preview.redd.it/0w1f3sftg2g51.png?width=350&format=png&auto=webp&s=8944a55f8733c16680f6a5d57f9e222bcc8aa4a0
O verdadeiro nome de Lancer é Jeanne d'Arc Alter Santa Lily, Tomando forma após Jeanne Alter beber a Poção da Juventude de Gilgamesh para se tornar "Jeanne Alter Lily "e, em seguida, ganhando o título de" Papai Noel "com o objetivo de se tornar" Santa Jeanne d'Arc ".
Nem é preciso dizer que Jeanne d'Arc é uma mulher sagrada trágica, mas seu período de atividade foi de apenas dois anos extremamente curtos. Jeanne Alter é a forma enegrecida de Jeanne d'Arc que originalmente não existia, mas como a forma infantil dessa "menina que não existe", não há registros de que Jeanne Alter Santa Lily tenha existido em qualquer lugar no eixo do tempo.
A Historia Completa da Jeanne Santa Alter Lily você vai ver aqui:
https://www.reddit.com/Fate_GensokyoBcomments/...
Jeanne d'Arc RuleAvenger Alter
«Se é certo que Deus existe, então certamente a retribuição divina me encontrará. »
(Jeanne Alter)
O verdadeiro nome do Vingador é Jeanne d'Arc (Alter), também conhecida como Jeanne Alter. A versão alterada de Jeanne d'Arc. Embora designada como Alter, isso não significa que ela seja um aspecto diferente de Jeanne d'Arc. Uma Joana da vingança que Gilles de Rais, o marechal do Exército francês que chorou pela morte de Joana d'Arc, fabricou por meio do Santo Graal logo após a execução de Joana em 1431. Como um espírito heróico que é exatamente o oposto do próprio Jeanne, ela está se manifestando na Classe Vingador.
Já que a própria Jeanne não é uma heroína, mas uma santa, a possibilidade de "invocar um aspecto diferente dela" é nula. Porque essa Jeanne negra tem a raiva de Gilles de Rais ... os preconceitos e os desejos dela assim ... misturados com suas partes fundamentais, um "lado" que nunca deveria acontecer acabou sendo trazido à tona. Como tal, pode-se pensar que esta Joana d'Arc é composta principalmente pelos preconceitos de Gilles de Rais; uma existência que engloba muitos dos preconceitos e sentimentos corrompidos de Gilles. A Bruxa do Dragão que ressuscitou com o objetivo de obter vingança contra a França. Uma santa mulher que fala de justiça como se fosse a dona do lugar e, sem duvidar disso, é estimulada pela ira do povo; essa é a forma que Gilles de Rais desejava que ela fosse.
O Resto da Historia você vai ver na Parte 2 desse post.
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2020.08.07 06:41 meeiiiii O que eu faço pelo amor de nossa senhora da bicicletinha

Seguinte, eu sou demissexual, que pra quem não sabe, é um tipo de sexualidade onde a pessoa só se interessa romanticamente e sexualmente por alguém que conhece muito bem. Quem é demissexual não “pega” pessoas, não beija quem não conhece, e etc. Isso não é uma escolha nossa, a gente só não sente vontade até se atrair pela personalidade da pessoa, os gostos dela, e afins, e sim, é um campo da assexualidade.
Tem um tempo que venho conhecendo um menino, e justamente por ser demi e bem tímida, nunca tive um relacionamento antes (tenho 18 anos). Ele tem gostos muito parecidos com os meus, ele tem uma personalidade boa, e é tudo o que eu pediria pra um cara ser.
Mas o problema, é que eu não queria me apaixonar por ele, mas acabou acontecendo. Sabe o motivo de eu não querer? É confuso, mas eu tenho uma autoestima muito baixa, fico sempre colocando na minha cabeça que eu seria a última opção dele (isso se chegasse a ser opção), até porque, um milagre de um cara bom desses, só pode ser duas coisas:
Primeira: fingimento, tipo aqueles encantador de cobra, onde a cobra sou eu. Segundo: muitas meninas devem gostar dele por ser legal assim (ou seja, minhas chances foram pro raio que o parta)
Aí recentemente descobri que ele é demissexual também, ou seja, as chances de dar certo diminuíram mais ainda. Ok que é mais um ponto em comum, mas o fato dele ter que se apaixonar muito por quem eu sou pra querer algo comigo quebra as minhas pernas. Eu sou uma garota chata e desinteressante. Também sei que ele tem uma relação de amizade muito mais íntima com outras meninas.
Conclusão, vou morrer velha, sozinha, e com 7 gatos que vivem a base de ração premium e whiskas sachê.
Já me falaram pra “mandar a real pra ele”, mas isso não vai acontecer, eu sou uma franga, tenho medo até de ter medo.
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